sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Preparem-se: no Natal estaremos atrás das grades e a bandidagem toda nas ruas, ás soltas.

Por causa da incompetência do governo do Estado do Maranhão, o juiz Jamil Aguiar beneficia  com prisão domiciliar  283 presos da Penitenciária de Pedrinhas. E esse número deve aumentar daqui até o Natal. 

Preparez-vous: pendant Noël nous serons tous derrière les barreaux et les bandits tous dans les rues, libres. A cause de l'incompétence du gouvernement de l'État du Maranhão, le juge Jamil Aguiar beneficie avec prison domiciliaire 283 prisioniers de la pénitentiaire de Pedrinhas. Et ce nombre peut augmenter d'ici les fêtes.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Com a construção da usina de Belo Monte, o Brasil se põe na contra-mão de tudo que se deseja de bom para o Planeta



Avec la construction de l'usine de Belo Monte, le Brésil se met dans le contre-sens de tout ce que nous souhaitons de bien pour la planéte.

Une âme perfectionnée est une arme.
C’est dans cela que s’appuie toute la spiritualité humaine.
Alors,  la meilleure chose en quoi nous pouvons nous transformer c'est une bombe.

Estão bebendo do próprio veneno

O Joaquim Itapary, que é homem de ferro da Fundação José Sarney, bem poderia ter tentado colocar juízo na cabeça da tal da Roseana Sarney quando esta inventou de querer pagar dez milhões para que a Beija-Flor, de Nilópolis e do "bicheiro" Anízio, homenageasse o Maranhão.  O tiro vai sair pela culatra e quem será atingido? Mais uma vez, o povão do Maranhão. Em sua coluna de quinta (literalmente), Itapary se revolta contra a porcaria de samba-enredo que a Beija-Flor vai apresentar sobre o Maranhão no maior carnaval do mundo. Vai ser, com certeza, o maior espetáculo da Terra: vamos assistir á mais vergonhosa humilhação já sofrida pelo estado do Maranhão. Infelizmente! Ou, quem sabe, felizmente! Assim acabamos de vez com esse carnaval de insanidades praticado sem recesso pela famiglia Sarney. Nunca pensei que um Beija-Florzinha de nada fosse ajudar a derrubar um monte de carcarás. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Chocante!

Leia tudo até o fim.
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/belo-monte-nosso-dinheiro-e-o-bigode-do-sarney.html
ELIANE BRUM - 31/10/2011 10h47 - Atualizado em 01/11/2011 19h13
TAMANHO DO TEXTO

Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney

Um dos mais respeitados especialistas na área energética do país, o professor da USP Célio Bermann, fala sobre a “caixa preta” do setor, controlado por José Sarney, e o jogo pesado e lucrativo que domina a maior obra do PAC. Conta também sua experiência como assessor de Dilma Rousseff no Ministério de Minas e Energia

Situação real de dentro da Fonte do Ribeirão

Entrei, mais uma vez, na galeria da Fonte do Ribeirão. Fui para constatar que, ao contrário do que diz o jornal O Estado do Marnhão, a Fonte não está entupida. De uns tempos para cá, o próprio José Sarney insiste em falar da Fonte para falar mal da prefeitura. Hoje, nesse exato momento, a prefeitura está realizando, pela segunda vez, a lavagem com jato de alta pressão. Aproveitei para penetrar as entranhas da fonte do Ribeirão, desta vez para fotografar. E como eu já imaginava, é normal que a água não esteja jorrando das carrancas. Estamos no periodo de estiagem e a água que desce da nascente, da fonte propriamente dita, não desce em quantidade suficiente para alcançar o nível dos bicos das carrancas e escorre apenas pelas frestas inferiores sem deixar de alimentar a bacia onde vivem os peixes dessa fonte. A sujeira que se encontra em um dos nichos de uma das carrancas , é o lixo que as pessoas jogam pelo buraco quadradinho situado acima da segunda carranca (da esquerda para a direita) da Fonte. Apenas esse nicho está sujo, mas também não está entupido. A sujeira está mesmo é do lado fora, no pátio da Fonte, pois enquanto a prefeitura não colocar ali um guarda municipal para impedir o mau uso da Fonte, limpeza nenhuma vai adiantar. Que os jornalistas deixem, portanto, de ser comodistas e procurem se aprofundar em suas matérias (literalmente!) ao invés de anunciar o que não é verídico.  Seguem aí algumas fotos do interior   da Fonte:

Água limpa da Fonte do Ribeirão

Tunel da Fonte

Um dos buraquinhos de uma das carrancas da Fonte - totalmente desobstruido

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quantos micos?

Há muito tempo vieram ao nosso bar quatro adolescentes paulistas á procura de “pelo menos
dois miquinhos”.
Enquanto eu servia as bebidas encomendadas, eles se mostravam cada vez mais excitados.
_ Se a gente consegue encontrar, eu quero também; disse a moça de cabelos ruivos.
Já eram então três os micos que eles pretendiam levar.
Surpresa com tamanha inconsciência ecológica e essa euforia infantil de querer levar os miquinhos para São Paulo, eu questionei:
_Vocês querem dizer que nem conhecem a Ilha e vieram para comprar ou pegar miquinhos?
_ A gente chegou agora e deu de cara com esse adesivo com um mico! – dizia eufórico o moço de óculos escuros apontando para a logomarca na porta do jipe estacionado em frente ao bar, como se aquilo fosse uma “coincidência espiritual”.
_ É um mico não é? -  reforçou o mais gordinho, o único que não queria mico nenhum.
_ Esse, eu respondi, é um Callitrix Penicilatus. Um mico. Vive em liberdade nessa ilha ao lado de outros animais como as iguanas e os sarigueis – sem querer ofender o rapaz – e vocês não podem levá-los daqui!
_Ahhh! Mas a senhora tem miquinhos? A senhora tem? – me implorava a mais lindinha.
_ Ter? Eu não tenho nada! Muitos deles vêm até as mangueiras e goiabeiras do jardim. São muito lindos. As árvores são sempre visitadas por famílias inteiras de Callitrix.
_ Pelo amor de Deus, dona, deixa a gente então pelo menos ver! Eu posso tomar conta deles. Lá em casa eu até tenho mais árvores do que a senhora tem aqui – me pedia de joelhos o mais agitado.
_ De jeito nenhum, jovens! Daqui pra São Paulo o bichinho morre de medo, de fome e de tristeza!
_ Senhora, eu pago! – pensando dizer a palavra mágica me atirou essa o agitado.
De tão surpresa eu fiquei de boca aberta, mas ainda fui gentil com eles e disse:
_O máximo que eu posso fazer é deixar vocês irem ver se tem mico nas árvores do meu quintal. Faço isso para dar uma chance a vocês. Quem sabe vendo como os miquinhos são felizes nessas árvores vocês desistem dessa idéia de tirar os bichinhos da mãe natureza. Seria realmente uma chance, só que tenho quase certeza de que a essa hora não vai ter miquinho certo dando sopa no sol.  Vamos?
Atravessamos a cozinha branca e limpa de nosso bar e os adolescentes de São Paulo se encontraram em meio a uma paisagem abundante de frutas e folhas. Eles observaram um instante em silêncio... Em vão: nenhum miquinho apareceu.
Desapontados, os quatro me fizeram um monte de perguntas ás quais fiz questão de não responder: “como a gente pega os micos?”, ”quem vende mico aqui na Ilha?”, “o quê que eles comem?”, “até que tamanho eles crescem?”...
Desapontada com o fato de que a ilha esteja assim tão vulnerável, eu ainda ousei propor a eles de irem dar uma volta de bicicleta observando com atenção a paisagem e que certamente iam poder admirar os miquinhos nos tetos dos casarões coloniais da Praça do Campo Formoso.
Mas eles me disseram adeus me garantindo que não voltariam pra São Paulo sem “pelo menos dois miquinhos"./Marilia de Laroche

domingo, 23 de outubro de 2011

Só "ele" é inteligente ...


Não, não dá para acreditar. Está no jornal do poderoso chefão: Acervo da Fundação José Sarney é doado para o governo do Estado. Tiveram a cara dura de publicar tim-tim por tim-tim tudo que o velhaco está deixando como herança ao pobre povo do Maranhão para tentar justificar a "estatização da fundação". Não há justificativa que o valha. Gente, tem até folheto de programa de viagens de dona Marly Sarney! Uma santa ceia feita em saco de estopa?! Os Sermões, do padre Antônio Vieira (aquele que deixou o Maranhão pedindo á Deus que nunca mais tivesse que retornar!). Um Maquiavel editado em 1560?! Despachos da época do impeachement de Collor ?! Nossa! Para o Maranhão? Ahh! mas sem essas "preciosidades" o povo do Maranhão não poderia se "agigantar"! Francamente ! Nada, dos 40 mil itens que o esperto político, senador do Amapá e presidente vitalício do senado brasileiro está "doando" ao Estado, tem real valor. São itens acumulados em cinco anos de "presidência da república" que deveriam constar do acervo do Museu da República no Rio de Janeiro, onde certamente estariam catalogados e referenciados como o período em que o Brasil foi governado por aquele que não era para ser. O maior dos acidentes da nossa história. A maior decepção. Talvez o maior erro também. Mas o mal está feito. Pior é ver estampadas na reportagem da "famiglia" as fotos de peças sacras que muito provavelmente pertenciam ao patrimônio de nossas igrejas barrocas que vem sendo roubado e dilapidado ao longo dos anos pelos ricos católicos e fervorosos colecionadores de "arte". Será que um dia o Sarney vai devolver ao Estado os portões do cemitério de Alcântara? Talvez.... Se criarmos uma outra fundação: Fundação do Retorno do Patrimônio Histórico Roubado do Maranhão. 
Em sua coluna "dominguada", o próprio Sarney tenta convencer os leitores de que ele é o único político inteligente e que só ele foi capaz de "uma das maiores obras de amor e benemerência ao Maranhão: doar ao povo do Maranhão um patrimônio que os outros presidentes venderam. Eu o fiz com grandeza e amor"... Francamente!!! Esse homem sofre mesmo de egocentrismo e falta de discernimento. Outra coisa de que ele se vangloria sempre é de ser um homem culto, que lê muitos livros... Vive citando Shakespeare, Santo Agostinho, Voltaire...Na França existe um ditado para esse tipo de pessoas: "La culture c'est comme de la confiture, moins on en a, plus on l'étale". "A cultura é como geléia, quanto menos a gente tem, mais a gente espalha" Mas é o tal negócio... Em terra de cego quem tem um olho é rei. Abra o olho Maranhão!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

XÔ SARNEYS


As propagandas do espigão e da via expressa já renderam uma fortuna. A repetição massiva do pouco que foi feito e do que ainda está se prometendo fazer (será que vai acontecer?) é um escândalo de tentativa de entupir o cérebro do povão com mais demostração de falácia enganosa , método bastante utilizado pela famiglia Sarney. O governo de Roseana Sarney não apoia mais projetos culturais com verbas efetivas. Eles apoiam doando mídia. Ora! Sabemos quem ganha com isso! Junta-se a tudo a estatização da fundação....Coitado do povo do Maranhão.... Coitado do Brasil!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Roupa suja no Convento das Mercês

Mais uma vez a sanha da família Sarney impôs sua falta de vergonha e envergonha o povo do Maranhão. A estatização da Fundação José Sarney é uma afronta tão acintosa que dá desânimo. O acervo do período em que Sarney foi presidente deveria, na verdade, ir para o Museu da República, no Rio de Janeiro, e não ser cultuado no Convento das Mercês, aqui em São Luis. 
Mas como bem disse Sherazade, a das mil e uma noites do jornalismo do SBT: 
"Manda quem pode, obedece quem tem o rabo preso" . 
Que vergonha!

Chove lá fora e aqui... nem assim faz frio.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

For Jobs

 "Seguir pensando diferente"

sábado, 1 de outubro de 2011

Estou dizendo... Os ventos estão mudando...Faço questão de transcrever aqui o que a revista Veja publicou essa semana sobre Sarney.



29/09/2011
 às 2:59 \ Direto ao Ponto/ Revista Veja 

O patriarca condenado à impunidade perpétua não escapou do castigo público

Fortalecida pelo engavetamento da Operação Boi Barrica por uma turma do Superior Tribunal de Justiça, a certeza de que vai morrer em liberdade animou o senador José Sarney a reiterar que só deixará a vida pública sobre um carro do Corpo de Bombeiros. “A política só tem porta de entrada”, disse neste sábado. Repetida desde a metade do século passado, a falácia recitada à tarde foi implodida à noite, já na abertura da apresentação da banda Capital Inicial no Rock in Rio. Como atesta o vídeo, o vocalista Dinho Ouro Preto e o coro que juntou milhares de vozes precisaram de apenas quatro minutos para ensinar a Sarney que a política não tem porta de saída só em grotões atulhados de eleitores que, tangidos pela dependência financeira e pela anemia intelectual, validam nas urnas o jugo de um coronel de jaquetão.
Depois de fustigar “as oligarquias que parecem ainda governar o Brasil, que conseguem deixar os grandes jornais censurados por mais de dois anos, como o Estado de S. Paulo“, Dinho informou que tipo de castigo público seria aplicado ao símbolo do país da impunidade: “Essa aqui é para o Congresso brasileiro, essa aqui é pro José Sarney. Isso aqui se chama Que país é esse?”  Entusiasmada, a multidão esbanjou convicção na resposta ao refrão que repete quatro vezes a pergunta do título: Que país é esse? Conjugada com o desabafo improvisado pela plateia durante o solo do guitarrista, a réplica entoada 16 vezes comunicou ao presidente do Senado que, pelo menos no Brasil que não se rende ao primitivismo, a política não tem uma porta só.
Também existe a porta de saída. É a dos fundos e, entre outras serventias, presta-se ao despejo de sarneys. O problema é que vive emperrada nas paragens que ignoram a diferença entre um prontuário de uma folha de serviços. Se tivesse nascido em qualquer lugar civilizado, o patriarca só veria a Famiglia reunida num pátio de cadeia. Aqui, prepara em sossego a celebração dos 82 anos de nascimento, enquanto vigia a lista de convidados com o olhar atento do punguista: não pode ficar fora da festança nenhum dos figurões que o aniversariante infiltrou nos três Poderes.
Depois do acasalamento com Lula, que lhe conferiu o título de maior ladrão do Brasil até descobrir que haviam nascido um para o outro, Sarney expandiu notavelmente os domínios da capitania hereditária. Incorporou o Amapá ao Maranhão, anexou ao latifúndio do Ministério de Minas e Energia o sempre útil Ministério do Turismo, expropriou mais cofres do segundo e terceiro escalões. Valendo-se da carteirinha de Homem Incomum, assinada por Lula, anda prosperando como nunca no Executivo. Com o amparo das bancadas do Sarney e o amém pusilânime da oposição oficial, tornou-se presidente vitalício do Senado e faz o que quer no Legislativo.
A afrontosa operação de socorro consumada há poucos dias atesta que os tentáculos estendidos ao Judiciário já alcançaram o Superior Tribunal de Justiça. Nenhuma surpresa. Magistrados a serviço de Madre Superiora agem há tempos em muitas frentes. O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de João Capiberibe, senador pelo Amapá, acusado de ter comprado dois votos e de ser adversário confesso de Sarney. O TSE também afastou o governador maranhense Jackson Lago, acusado de abuso de poder econômico e de hostilidade aos donatários da capitania (e instalou Roseana Sarney em seu lugar). Ambos foram punidos pelo segundo crime.
Quando começaram a vazar as descobertas da Boi Barrica, o juiz Dácio Vieira, plantado por Sarney no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ressuscitou a censura e proibiu o Estadão de publicar as verdades colhidas pela Polícia Federal. Agora, a sensação de perigo induziu o comandante supremo da organização criminosa a mobilizar amigos acampados no STJ. Para garantir o direito de ir e vir de parentes e agregados do clã, todos metidos em negociatas de bom tamanho, o ministro Sebastião Reis Júnior resolveu que as autorizações para a escuta telefônica, expedidas por juízes da primeira instância, não estavam bem fundamentadas.
Em seis dias, produziu um papelório de 54 páginas, muito mal fundamentado, concebido para resgatar os soterrados pela montanha de provas acumuladas em três anos de investigações. Uma reunião da turma bastou para que Reis e mais dois ministros forjassem o espantoso desfecho da operação de socorro. O presidente do Senado, seu filho Fernando e demais componentes do bando estão certos. Errados estão os juízes que autorizaram a escuta telefônica, os integrantes do Ministério Público que monitoraram a Boi Barrica e a Polícia Federal. Além do Estadão.
O triunfo dos bandidos sobre os xerifes confirma que o sobrenome inventado por José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é sinônimo de riqueza, poder, impunidade. Mas o canto de guerra que animou a noitada no Rock in Rio avisa que um dia vai virar estigma. É irrelevante saber quando a sentença começará a ser cumprida. O que importa é constatar que a prole foi condenada, sem direito a recurso, a tentar sobreviver num Brasil em que Sarney será o outro nome da infâmia.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Divagação popular

Esperando o ônibus sob o sol escaldante que inunda o abrigo todo quebrado, cinco pessoas conversam sobre os problemas nacionais...

_ A grande crise nos aeroportos do Brasil é uma prova de que existem aviões demais!
_Já estamos, faz tempo, colocando em risco todos os seres humanos e, pior, destruindo a 
Terra e o Espaço ao mesmo tempo, jogando querosene na atmosfera.
_A mega crise está prá chegar, pois “o mundo gira em torno do dinheiro” ou, se preferirem, 
“o dinheiro faz o mundo girar...”
_ Pra ganhar tempo... e dinheiro... o homem vende todas as suas idéias. Vendeu a da bomba atômica! Vendeu a do avião! Hoje, gente morre alimentando esse comércio do deslocamento pelo ar.
_ A gente fica sem poder falar, tamanhas são as arbitrariedades do “mercado”.
 _ Pra mim, “mercado” deveria ficar na esfera do cotidiano. Coisas à distância incomodam. 
O bom é ter tudo perto.  Não precisamos de tantas marcas e produtos.
_Necessitamos apenas do essencial. Não temos que destruir a Terra em nome do tal do
“crescimento econômico”!
_ “Coisas grandes... dinossauros... são bonitos, mas não cabem no coração das
megalópoles”...
Com esse devaneio em prosa feito pelo senhor que até então só ouvia a conversa , todos se
olham e se interrogam exclamativos.
_ Coisas grandes? Dinossauros?
_ É um poema lindo de Cynthia Dorneles... Que morena!
_ Poesia... Poesia... O que seria do mundo sem poesia?
_ As usinas empregam gente que sai de casa ás quatro e meia da madrugada pra chegar ao trabalho ás sete,
trabalhar de pé, cheirando pó de serra ou manipulando produtos químicos. Isso lá é
vida? Onde está a poesia?
_ E ainda para ganhar menos de mil reais?
_ E para quê o homem vai à lua? Não seria melhor solucionar todos os nossos
problemas agora aqui na terra mesmo e nunca mais gastar dinheiro com o supérfluo?
_ Mandar tudo para o espaço!
_ Dizer não ao nuclear, não à corrupção!
_ Não à falta de hospitais!
_ Não à violência!
 _Não à impunidade!
_ Nã…
_ Olha só... é melhor parar de “viajar”... O ônibus vem vindo ali...
_ E como sempre, tá lotado!

domingo, 25 de setembro de 2011

Resposta á "Sub-Comissão"

comentário-queixa da "sub-comissão de moradores do Hotel Casa Grande" postado aqui em meu blog, transcrevo-o  e em seguida dou minha resposta. 

2011/9/25 Anônimo 
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem

Cara Marilia de Laroche
De antemão, parabenizo-a por sua luta ativista sócio-cultural em estar sempre denunciando em seu blog os descasos que afetam nossa cidade, em particular nosso belo Centro Histórico. Com relação a polêmica levantada acerca do lixo do Hotel Casa Grande, vale lembrar o seguinte: 1) Antes de mais nada, ficar batendo boca pra saber quem tem razão não contribui em nada. Por que não sentar e elaborar uma solução como pessoas civilizadas? 2) Além do que foi citado, de forma generalizada, o HCG também é residência para muita gente: Aqui em sua maioria, residem retirantes do interior, artistas, escritores, estudantes, trabalhadores, estrangeiros de larga temporada, famílias, e outros sem-tetos. 3) Quanto ao lixo poderíamos sair em qualquer lugar do país fotografando os mais diversos tipos de lixos expostos nas calçadas, que iríamos ter um calhamaço book fotográfico jamais visto. Se reparar, na sua foto pode ver que os sacos estão totalmente fechados. Se por acaso algum outro tipo de bicho vem e o viola, o problema é com o dono dos bichos, que por ventura usam a rua para fazerem o n° 1 e o n° 2. Por fim, não é possível que uma coisa tão banal e inanimada, possa ameaçar o direito constitucional e indisponível de muitos em possuir moradia.
Sugestiono a você e ao seu público a assistirem o documentário Lixo Extraordinário. Quem sabe vocês possam ter uma nova visão a respeito da nossa causa.
Att,
Sub-Comissão em favor da permanência dos Moradores do Casa Grande. 

Minha resposta:
Obrigada por reconhecer minha luta. Ela não é só minha e não é em causa própria. É por todos nós. Não gosto de responder á anônimos. Eu tenho a coragem de assinar o que eu escrevo. Mas como eu imagino quem você possa ser, eu vou abrir essa exceção. Primeiro: não bati boca. Há cinco anos eu venho pedindo, com toda a educação e “tato”, ao dono do hotel e aos funcionários, com os quais, até então eu sempre mantive uma relação de respeito, que eles não deixem o lixo na calçada o dia inteiro sem necessidade já que o caminhão só passa á noite e que não coloquem o lixo no domingo já que não há coleta nesse dia. E eu não peço somente á eles. Eu venho pedindo, com o maior jeito, á todos os vizinhos que colaborem nesse sentido. Vivemos em uma cidade onde o calor dilata e multiplica as bactérias, onde os transtornos de seis meses de chuvas intensas são muito grandes e muito ligados ao fato do lixo deixado nas calçadas serem arrastados pelas enxurradas, entupindo bueiros e inundando as casas das ruas de baixo.  Só que um dia a gente acaba perdendo um pouco a paciência e para que as coisas mudem às vezes é preciso um choque, uma sacudida. Foi o que eu fiz. Dei uma sacudida. Fui tratada de “vagabunda” pra baixo pela dona Eliane. Coitada. Sentar para encontrar uma solução? Claro! Tentei conversar com seu Garden, o dono desse “hotel” e ele se recusou a falar comigo. E a solução, caro anônimo, ela é muito simples: basta que ele compre uma lata de lixo, dessas tamanho família, compre sacos de lixo de 200 litros e coloque a lata á disposição dos “hospedes” no pátio (abandonado) do próprio hotel. À noite, a pessoa responsável colocaria então o lixo pra fora para ser recolhido pelo caminhão da prefeitura. Simples! Quanto custa uma lata de lixo e sacos de 200 litros? Francamente... O que você paga pelo seu quartinho, com certeza , dá para o dono do “hotel” comprar essa lata de lixo. Então, não tente me fazer passar pela pessoa não civilizada dessa história.
Segundo: entendo que você tenha medo de perder sua moradia, já que o "hotel" em que vive deve receber novamente a visita da vigilância sanitária daqui até o dia 30 de setembro. Caro anônimo, não é minha intenção colocar ninguém na rua. Não queira me colocar também como vilã nessa história. A vigilância sanitária vai é proteger você e os demais moradores. Vai é fazer com que o dono desse “hotel” que fatura, muito provavelmente sem notas, arque com suas responabilidades e respeite vocês enquanto  “clientes” – que eu saiba, ninguém mora ai de favor – e que ele tenha consciência do próprio imóvel que é propriedade dele mas é uma pérola do patrimônio da cidade. E olha que eu nem mencionei o risco de incêndio que vocês correm permitindo que as motos sejam guardadas na recepção do hotel. Se por acaso gotas de gasolina ou óleo começam a se impregnar nas pedras de cantaria e alguém sem querer deixa cair uma guimba de cigarro... Ai, ai, ai! Lá se vão vidas! E lá se vai um casarão dos tempos coloniais.
Terceiro: o lixo , como você mesmo disse, é um problema crônico de toda cidade, mas é um problema causado por seres humanos e que pode ser solucionado por seres humanos. Basta ter bom senso e vontade de mudar o que há anos vem sendo feito incorretamente. Não acredito que você concorde com a sujeira bem na porta do lugar onde você vive. Na foto o lixo ainda está fechado porque eu o fotografei tão logo foi colocado, mas faço questão de incluir outras fotografias com o lixo do Hotel Casa Grande aberto e transbordando nojentamente pela rua. 
Esse lixo, que você chama de “ coisa banal e inanimada” é causador de mortes : por inundação, por contaminação , por intoxicação e por ignorância.  Se gatos e cachorros (que são também problemas urbanos ) vêm fuçar em lixos é pura e simplesmente por que o lixo está ali exposto. Não vá também colocar a culpa nos animais. 
Leia a constituição antes de citá-la: seu direito á moradia está diretamente relacionado ás condições de higiene em que deve viver. E, meu caro anônimo, você não entendeu a mensagem do documentário sobre a obra do artista Vik Muniz... Ela é de "transformação". Não vejo qual seria a relação entre o lixão de Gramacho e o lixo que eu , e várias outras pessoas na cidade, lutam para impedir que vire "coisa normal" jogada aos ratos e baratas. Talvez o fato de as próprias pessoas a quem o Vik Muniz deu a oportunidade de se relacionarem com a arte (que se pode também fazer com " lixo"), não quererem mais voltar para o lixão de Gramacho. Elas só trabalham lá por que nós produzimos lixo e esse lixo sempre vai parar em algum lugar. Aquelas pessoas, se tivessem outra opção, não estariam lá. Talvez você não tenha outra opção a não ser morar nesse hotel... Enfim.. Assista ao filme novamente e vai ver que , quase todos deixaram o lixão e que nem o lixão existe mais daquela forma. Os que ficaram, ficaram para lutar por condições de trabalho mais dignas. Por que "catadores de material reciclável" são importantes em nossa sociedade. "Eles não catam lixo. Lixo não serve pra nada".
Vejo que você assina em nome de uma "sub-comissão em favor da permanência dos Moradores do Casa Grande”... Não seria melhor vocês criarem uma Comissão de Reivindicações a serem apresentadas e exigidas ao dono desse “hotel”?  Se vocês correm risco de ficarem sem teto, não é, em absoluto, por minha causa. Aliás, se o teto do segundo andar desabar novamente...não será , de forma alguma, por minha causa. Tudo que eu, como moradora dessa cidade peço, é justamente que nós, moradores dessa cidade, possamos ter um mínimo de bem estar e que os donos de “negócios” não tratem as pessoas como mercadoria, ou seja, como lixo. Porque você sabe, toda mercadoria um dia vira lixo.
Dê-se o valor! Dê exemplo!  Não é comigo que vocês devem tirar satisfações. É com o “dono do hotel” e com seus “funcionários”. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Está perto o seu fim...

Sinto que as coisas estão mudando. Sinto que Sarney ainda vai levar a dele antes de bater as botas, ou de pendurar as chuteiras. Quanto mais ele acredita que tudo pode e que seu poder é ilimitado, mais eu acredito que está perto o seu fim. Não é possível que ele e sua corja saiam impunes de nossa história. Não é possível que o Supremo Tribunal de Justiça continue servindo á impunidade, á corrupção e ás máfias nesse país. Não é mais possível que o Maranhão continue palco de tantos abusos e descasos. Não é mais possível que essa turma continue usando a coisa pública como se á eles ela pertencesse, e as verbas federais como bandeiras eleitoreiras... Basta! Que a casa caia e caiam seus casarões!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Mundo em Maus Lençóis - Manifesto MA-402


Um dos caminhos para se chegar ao Parque Nacional dos Lençois, no estado do Maranhão, passa pela cidade de Barreirinhas, pela estrada MA-402.

Construida em 2002, a estrada colocou esse Parque no circuito turistico internacional. A MA-402 leva o mundo aos Lençois Maranhenses - incontestavelmente uma das incontáveis maravilhas da Terra.

Esses 245 km de estrada são bastante significativos da rapidez com que destruimos “paraísos ecológicos” e “modos de vida” considerados “rústicos demais” aos olhos citadinos.

Em quatro anos a MA-402 já transformou a paisagem e a vida ao longo de seu tapete de asfalto.

De uma semana para outra, alguma mudança ocorre: grandes áreas são queimadas, novas construções surgem de repente. Novas cercas demarcam posses. Plantados à beira da estrada, postes de concreto anunciam a chegada da eletricidade.

Talvez não consigamos mais parar essa engrenagem movida a dinheiro, mas deveríamos ao menos tentar salvar regiões como essa área que corresponde à região do Munin e Lençois Maranhenses.

Uma pequena região fazendo parte de um todo, onde nascem e crescem rios cheios.
Onde, do solo rico, brotam buritis, babaçus, cajuais...
Onde manguezais, extraordinários espécimes da flora e da fauna, e homens, mulheres e crianças vivem e dependem dessas terras.

Mas, o Turismo tende a se desenvolver como “Industria”.

Assistiremos então, quase inertes, contribuiremos a contragosto e em silêncio continuaremos aceitando tudo em nome do “crescimento econômico”.

Em silêncio aceitaremos tudo...

Contudo, perguntas não me calam!

Como impedir que o “progresso” destrua a identidade do povo dessa região?

Como impedir que as terras ao longo da MA-402 sejam transformadas em áreas urbanas, caóticas e saturadas?

Quanto tempo esse santuário - o Parque Nacional dos Lençois - vai resistir        ?

O Maranhão faz parte da Amazônia Legal e todo impacto sofrido em seu meio ambiente – mesmo a leste do 44° meridiano – repercutirá sobre a Floresta Amazônica e conseqüentemente sobre o Mundo. O nosso Mundo, o qual, você pode até não querer acreditar, jà se encontra em maus lençois.
Marilia de Laroche / 2006

Aqui o povo dirige com as mãos na buzina

segunda-feira, 12 de setembro de 2011