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domingo, 4 de dezembro de 2011

Historiador desafia Sarney a testar 'imagem' nas ruas



O historiador Marco Antonio Villa, em artigo incisivo publicado hoje (29) no jornal O Globo, traça um perfil sem maquiagem do presidente do Senado, José Sarney, e o desafia a testar sua imagem caminhando sozinho pelas ruas das principais cidades do Brasil. Leia o artigo:
A face do poder: um retrato de Sarney

MARCO ANTONIO VILLA*
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro. Começou jovem na política, conduzido pelo pai. Aos 35 anos resolveu mudar de nome. Tinha acabado de ser eleito governador do seu estado. Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome. Virou, da noite para o dia, José Sarnei Costa. O Costa logo foi esquecido e o Sarnei, já nos anos 80, ganhou um "y" no lugar do "i". Dava um ar de certa nobreza.

Na história republicana, não há personagem que se aproxime do seu perfil. Muitos tiveram poder. Pinheiro Machado, na I República, durante uma década, foi considerado o fazedor de presidentes. Contudo, tinha restrita influência na política do seu estado, o Rio Grande do Sul. E não teve na administração federal ministros da sua cota pessoal. Durante o populismo, as grandes lideranças lutavam para deter o Poder Executivo. Os mais conhecidos (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, entre outros), mesmo quando eleitos para o Congresso Nacional, pouco se interessavam pela rotina legislativa. Assim como não exigiram ministérios, nem a nomeação de parentes e apaniguados.
Mas com José Ribamar Costa, hoje conhecido como José Sarney, tudo foi – e é – muito diferente. Usou o poder central para apresar o "seu" Maranhão. E o fez desde os anos 1960. Apoiou o golpe de 1964, mesmo tendo apoiado até a última hora o presidente deposto. Em 1965, foi eleito governador e, em 1970, escolhido senador. Durante o regime militar priorizou seus interesses paroquiais. Nunca se manifestou contra as graves violações aos direitos humanos, assim como sobre a implacável censura.
Foi um senador "do sim". Obediente, servil. Presidiu o PDS e lutou contra as diretas já. No dia seguinte à derrota da Emenda Dante de Oliveira – basta consultar os jornais da época – enviou um telegrama de felicitações ao deputado Paulo Maluf – que articulava sua candidatura à sucessão do general Figueiredo – saudando o fracasso do restabelecimento das eleições diretas para presidente. Meses depois, foi imposto pela Frente Liberal como o candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Democrática. Tancredo Neves recebeu com desagrado a indicação. Lembrava que, em 1983, em fevereiro, quando se despediu do Senado para assumir o governo de Minas Gerais, no pronunciamento que fez naquela Casa, o único senador que o criticou foi justamente Ribamar Costa. Mas teve de engolir a imposição, pois sem os votos dos dissidentes não teria condições de vencer no Colégio Eleitoral.
Em abril de 1985, o destino pregou mais uma das suas peças: Tancredo morreu. A Presidência caiu no colo de Ribamar Costa. Foram cinco longos anos. Conduziu pessimamente a transição. Teve medo de enfrentar as mazelas do regime militar – também pudera: era parte daquele passado. Rompeu o acordo de permanecer 4 anos na Presidência. Coagiu – com a entrega de centenas de concessões de emissoras de rádio e televisão – os constituintes para obter mais um ano de mandato. Implantou três planos de estabilização: todos fracassados. Desorganizou a economia do país. Entregou o governo com uma inflação mensal (é mensal mesmo, leitor), em março de 1990, de 84%. Em 1989, a inflação anual foi de 1.782%. Isso mesmo: 1.782%!
A impopularidade do presidente tinha alcançado tal patamar que nenhum dos candidatos na eleição de 1989 – e foram 22 – quis ter o seu apoio. O esporte nacional era atacar Ribamar Costa. Temendo eventuais processos, buscou a imunidade parlamentar. Candidatou-se ao Senado. Mas tinha um problema: pelo Maranhão dificilmente seria eleito. Acabou escolhendo um estado recém-criado: o Amapá. Lá, eram 3 vagas em jogo – no Maranhão, era somente uma. Não tinha qualquer ligação com o novo estado. Era puro oportunismo. Rasgou a lei que determina que o representante estadual no Senado tenha residência no estado. Todo mundo sabe que ele mora em São Luís e não em Macapá. E dá para contar nos dedos de uma das mãos suas visitas ao estado que "representa". O endereço do registro da candidatura é fictício? É um caso de falsidade ideológica? Por que será que o TRE do Amapá não abre uma sindicância (um processo ou algo que o valha) sobre o "domicílio eleitoral" do senador?
Espertamente, desde 2002, estabeleceu estreita aliança com Lula. Nunca teve tanto poder. Passou a mandar mais do que na época que foi presidente. Chegou até a anular a eleição do seu adversário (Jackson Lago) para o governo do Maranhão. Indicou ministros, pressionou funcionários, fez o que quis. Recentemente, elegeu-se duas vezes para a presidência do Senado. Suas gestões foram marcadas por acusações de corrupção, filhotismo e empreguismo desenfreado. Ficaram famosos os atos secretos, repletos de imoralidade administrativa.
O mais fantástico é que em meio século de vida pública não é possível identificar uma realização, uma importante ação, nada, absolutamente nada. O seu grande "feito" foi ter transformado o Maranhão no estado mais pobre do país. Os indicadores sociais são péssimos. Os municípios lideram a lista dos piores IDHs do Brasil. Esta é a verdadeira face do poder de Ribamar Costa. Como em uma ópera-bufa, agora resolveu maquiar a sua imagem. Patrocinou, com dinheiro público, uma pesquisa para saber como anda seu prestígio político. Não, senador. Faça outra pesquisa, muito mais barata. Caminhe sozinho, sem os seus truculentos guarda-costas, por uma rua central do Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília. E verá como anda sua popularidade. Tem coragem?
(Publicado em 29.11.2011, em O Globo)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Está perto o seu fim...

Sinto que as coisas estão mudando. Sinto que Sarney ainda vai levar a dele antes de bater as botas, ou de pendurar as chuteiras. Quanto mais ele acredita que tudo pode e que seu poder é ilimitado, mais eu acredito que está perto o seu fim. Não é possível que ele e sua corja saiam impunes de nossa história. Não é possível que o Supremo Tribunal de Justiça continue servindo á impunidade, á corrupção e ás máfias nesse país. Não é mais possível que o Maranhão continue palco de tantos abusos e descasos. Não é mais possível que essa turma continue usando a coisa pública como se á eles ela pertencesse, e as verbas federais como bandeiras eleitoreiras... Basta! Que a casa caia e caiam seus casarões!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Fonte e as “dominguadas" do Sarney



O disparate jornalístico do O Estado Do Maranhão é tão imundo, que nele o próprio Sarney, político e dono do jornal, entrega-se á falta de ética e utiliza “seu” meio de comunicação para atacar seus opositores em sua coluna de domingo. Pois é na “dominguada" do Sarney que o leitor avisado pode se dar conta do quão péssimo “escritor” é o presidente do Senado brasileiro.
Pior, é ao longo de semanas que o leitor inteligente se dá conta da campanha covarde que o jornal O Estado do Maranhão exerce sobre corações e mentes desavisados contra a atual prefeitura de São Luis. Não estou defendo João Castelo e sua administração, mas como observadora da cidade e de sua humanidade, posso dizer que esse prefeito tem feito o que é preciso fazer. Lógico que a cidade se encontrava ( e se encontra ainda em estado lastimável de degradação) mas colocar a culpa disso em sua gestão é prova de que em política quem é a bola da vez será sempre chutado e criticado. Principalmente se é oposição ao grupo oligárquico dominante. Todos nós sabemos que a cidade sofre muito com as chuvas e que desde o “golpe” de 2009 a impressão de descaso ficou mais acentuada. Como se a própria população tivesse entregado os pontos. Mas como diz um ditado árabe, “enquanto os cães ladram, a caravana passa” e penso que é isso o que está acontecendo: a prefeitura de São Luis, em seus três anos de mandato tem colocado a mão na massa, ao contrário dos que continuam colocando a mão no dinheiro público em benefício próprio. Publicidade mentirosa, falsas promessas, carnaval de insanidades... Enfim... Pior cego é mesmo aquele que não quer ver!
Eu, como uma das pessoas que iniciaram a campanha pela proteção e preservação da Fonte do Ribeirão, posso também dizer, em sã consciência, o quanto a Mirante e o jornal O Estado do Maranhão usaram o Movimento para criticar a atual gestão municipal visando, é claro, a desunião e a desestabilização para angariar votos para as próximas eleições. Quanto mais o governo de Roseana Sarney se atacar ao atual prefeito, utilizando a força de “seus” jornais, mais chances ela e seu pai terão de eleger um aliado político para a prefeitura em 2012. É tão óbvio que chega a ser revoltante.
Como jornalista (sem patrão, por opção, e com a consciência tranqüila) me preocupa esse domínio sobre os meios de comunicação, exercido por políticos. Deve haver uma maneira, baseada em nossa Constituição, de retirar das mãos de políticos a propriedade de jornais, rádios e televisão. Por que é evidente que exercerão parcialidade em favor de seus donos. Esse tipo de jornalismo é o mais nocivo que existe porque é aquele que torce para que as coisas boas não aconteçam e espera sempre que a casa caia para poder anunciar tragédias.
Saibam que a Fonte do Ribeirão está sendo revitalizada, foi lavada, será pintada e iluminada e segundo o Secretário de Turismo, Liviomar Macatrão, ela será vigiada pela guarda municipal para impedir que seja mal tratada por pessoas que, infelizmente, não possuem a educação necessária para entender a importância da Fonte para o Patrimônio da Humanidade. Pessoas á quem a educação, durante tantos anos, foi a elas negada pelos governos Sarney. Sim, por que nesses quase cinqüenta anos, mandando e desmandando, no poder, já era tempo do Estado do Maranhão ter educação bastante para que sua população saia desse tenebroso estatuto da ignorância apresentando os piores índices em todos os quesitos básicos de direitos dos cidadãos.
Usar a Fonte do Ribeirão para falar do estado em que se encontra o Maranhão foi a maneira que encontramos, nós do Movimento na Fonte, para alertar os habitantes de São Luis. O problema não é a Fonte do Ribeirão, o problema é a fonte de todos os nossos problemas: gente incompetente exercendo cargos de responsabilidade pública, abuso de poder de uma minoria enriquecida a custa justamente da ignorância do povo e essa tão nacionalmente exercida corrupção. 
Senhor Sarney, vá até a Fonte do Ribeirão e veja com seus próprios olhos que apesar de tudo essa prefeitura está fazendo o que os artistas e moradores pediram em fevereiro desse ano. Não é por causa das matérias tendenciosas do "seu" jornal. 
Aproveite para dar uma olhada na Escola Modelo, do Estado. Quem sabe sua filha atende a essa próxima reivindicação dos moradores do Centro de São Luis.  O dinheiro que ela pensa entregar para o carnaval do Rio de Janeiro, seria mais bem empregado na reforma e revitalização desse importantíssimo estabelecimento de ensino construído em um dos raros períodos em que o senhor não se encontrava á frente do poder no estado.

sábado, 11 de setembro de 2010

Vote Consciente!!! Não ao voto viciado.


Penso que o Brasil tem a chance, nessas eleições de 2010, de enfim mostrar que o povo clama por honestidade e competência. Não é possível que as pessoas, em sã consciência, queiram entregar o país aos mesmos "bandidos" de sempre, como não é possível entregar um Estado inteiro como o Maranhão á uma oligarquia como a dos Sarney só porque o Lula pediu. Que jogo político perigoso esse do Lula...

Em 2009, sob a proteção de seu todo poderoso pai José Sarney, Roseana é "empossada" governadora do estado do Maranhão. Humilhante pena a "familia" impôs ao governador e á maioria do povo do Maranhão, que em 2006 havia escolhido Jackson Lago com uma diferença indiscutível de votos. Caçaram o governador por abuso de poder. Imaginem só! Pensem em um que usa e abusa do poder no Brasil. Pensem!

Se Roseana Sarney ganha essa eleição e volta ao poder no Maranhão, o Brasil inteiro terá sofrido mais um grande golpe, terá cometido mais um grande erro que a história não vai perdoar. Estamos vendo o trem atropelando, passando por cima do Maranhão... Balelas demais! Engodos demais!

A maneira como Roseana Sarney, Ricardo Murad , João Alberto e Lobão se apresentam na campanha, chega a ser uma afronta á inteligência do povo maranhense!  Estão rindo. Rindo .. como se nos dissessem : "votem em nós para que possamos continuar ricos, poderosos e donos do Maranhão" ... Aliás , não é esse o lema de Sarney? "O que é bom tem que continuar" ? Prá eles, é claro!  Esse trem é movido á lenha! Coisa do passado. E olhem, onde há fumaça tem fogo...

Céus, e Lula!!!??? Ele negociou o Estado e entregou pra Sarney: "Vai! Faz o que você bem quiser, contanto que eu eleja Dilma para presidente".
O Lula me lembra um tio de um amigo meu: era um grandissíssimo pilantra, daqueles! Mas era o cara mais engraçado e envolvente que se podia imaginar. Onde ele chegava virava o centro das atenções. Eu o via autoritário e preconceituoso.... porém... como ele era engraçado, "mão aberta", falante, grosseirão... ninguém o denunciava nem se atreveria. Sua popularidade dizia que ele "podia".


Mas voltando ao trem da (falsa) alegria que atroplela a dignidade do Maranhão... na minha opinião, só mesmo votando em massa em Jackson Lago é que o Maranhão vai poder enfrentar com honra o restante do Brasil e o seu próprio futuro, pois do contrário o Maranhão será vergonha ainda maior do que os índices de miserabilidade que apresenta á conhecimento mundial. Mesmo que de um dia para outro instalem aqui os melhores hospitais e os mais sofisticados hotéis.

Aliás temos duas , e apenas duas maneiras de o Brasil voltar a respeitar o Maranhão:

1- o Maranhão votar em massa em Jackson Lago para que aquele processo seja anulado pela soberana vontade do povo

e ou

2- o Maranhão em peso votar nulo!!!

Assim, novas eleições são convovadas e nenhum dos candidadtos atuais poderiam participar.  Renovação geral! Seria mais saudável. Sinal que já existiria uma reflexão...


Por isso , nesse domingo, não ao voto "viciado" , vote consciente!
Quem sabe assim a gente até ganha o direito do voto livre.