domingo, 25 de dezembro de 2011

Não se festeja mais Natal como antigamente...

Noite de Natal ... Imagina-se uma celebração em família, música natalina, crianças á espera dos presentes do Papai Noël... Mas não... As coisas mudaram.... E como mudaram... Essa noite toda a minha rua foi obrigada a ouvir música de péssima qualidade,  a todo volume, que uma família de "ocupantes" cuspia pelos potentes auto-falantes da radiola do carro estacionado com o porta- malas aberto na garagem deles. Muita cachaça e cerveja regava a "alegria" dessa turma que em nenhum momento abaixou o volume pensando na vizinha idosa e doente da casa em frente nem nas crianças das casas ao lado... As letras das músicas, de um primitivismo chocante ( "Bota na bochecha", "segura na varinha", "arranca minha calcinha"...) evidenciavam o nível intelectual dos festeiros. E dá-lhe de cerveja! "Beber até cair".
As quatro da manhã meu filho veio me dizer que não conseguia dormir. Claro! Eu também não conseguia. O som invadia a casa como se a radiola estivesse na minha sala. Eu pensava: será que eu vou ter que ir lá pra pedir pra eles abaixarem um pouco esse som? Por que os outros vizinhos não fazem isso? Ninguém reage?! Por que aceitam esse abuso de decibéis? Será que têm medo dessa gente? O rapaz do som ensurdecedor foi preso na semana passada por ter assaltado uma senhora usando uma faca em plena luz do dia. A senhora o reconheceu e veio com a polícia até a casa dele. Foi pego em flagrante com a faca e os pertences da vítima e levado algemado.  O rapaz só tem dezessete anos.
Há cinco anos eu venho percebendo que o rapaz estava bandiando pro lado errado. Sentia muito por ele. Lembrava dele ainda pequeno quando viemos morar aqui nessa casa. Já naquela época ele demonstrava um ladinho perverso... Naquela época nós o flagramos furando os pneus de todos os carros da rua com um canivete e a reação dele foi mandar meu marido tomar naquele lugar. Coitado! Não tinha educação e percebia-se que o nível de instrução dos pais dele também era redondo feito um fiofó. Mas era uma criança e o que eu poderia fazer era sempre que possível cumprimentá-lo com bons dias e boas tardes e falar sobre o tempo ou  "como vai na escola?"...
Baseada nessa relação de cordialidade que sempre mantive com ele , com a mãe dele, com o irmão e com a irmã, eu resolvi ir pedir a eles que abaixassem o som.  Eram quatro e meia da manhã. Destranquei minha casa e fui até lá. O som era realmente ensurdecedor. A radiola chegava a tremer. Ele, o irmão, o pai (que nunca me respondeu a um bom dia) e uma mulher que eu nunca tinha visto antes , estavam ali bebendo e movimentando o corpo numa espécie de dança de surdos. Quando o irmão dele me viu chegar já foi logo gritando comigo:
_ Ah não vem não que hoje é Natal!
_Justamen..., tentei dizer.
_ Não vem não! Eu tô na minha casa e faço o que eu quiser! me gritava ele na minha cara, eu do lado fora e ele do outro lado  do portão. ( a casa não é deles, eles moram e em troca tomam conta da casa para os verdadeiros donos).
Tentei dizer pra ele que o fato dele estar "na casa dele" também não dava a ele o direito de obrigar a vizinhança toda a ouvir a música dele. O som não estava mais só na casa dele. O bairro inteiro ouvia. Mas ele gritava e gesticulava como se fosse pular o portão e me bater.
Eu dizia: "moço,  não é porque é Natal que vocês têm direito de colocar o som nessa altura? São quatro e meia da manhã!". Ele gritava e dizia que eu fosse dar queixa na delegacia. 
A impunidade é tamanha que infratores fazem questão de mandar a gente procurar a justiça. 
Ele gritou tanto comigo que eu perdi as estribeiras e tentei puxar a orelha dele enfiando meu braço pela grade do portão. No que ele me ameaçou. Eu respirei fundo e antes de cometer uma insanidade, virei as costas e voltei pra casa decidida a ir á delegacia. Mas era noite de Natal! Tudo que eu queria era ficar tranquila em casa com meus filhos e meu marido que chegou na madrugada de ontem vindo de doze horas de ônibus de Parnaíba depois de cinco dias de trabalho intenso. Ele também não conseguiu dormir e hoje cedo, em pleno domingo de Natal, já foi pro batente levando turistas para Alcântara. 
Mas o carinha estava decidido dali pra frente a amanhecer o dia com o som nas alturas só para provar sei lá o quê. Pra mim só provou  sofrer da pior das doenças sociais: a ignorância.
E contra a ignorância não há remédio a não ser a adesão: a gente se fazer de ignorante também e aceitar a situação. Ah! Mas ai é tortura, é o mesmo que se violentar.
Tentei então fazer a minha parte e liguei para a polícia. A policial que me atendeu me confirmou que a lei do silêncio é válida também para as noites de Natal e que ninguém tem direito de perturbar a paz urbana. As seis eu liguei outra vez para a polícia. Me deram um número de protocolo.  Mas viatura alguma veio. O som rolou até as oito da manhã... daquele jeito ! no máximo! 
O rapaz  também ligou pra polícia e disse que eu o havia agredido e que eu era detestada pela rua inteira. Pra uns eu sou uma "vagabunda" que insiste que a rua fique limpa e que as pessoas só coloquem seus lixos na calçada perto da hora da passagem do caminhão que recolhe. Para outros meu problema é o mesmo: eu sempre peço que abaixem o som se isso estiver me incomodando muito. Para um outro eu sou intransigente porque  não o permiti colocar ferros de frente á minha casa para ele guardar uma vaga permanente para o carro da namorada. Outro porque eu não deixo que ele estacione a moto dele na minha calçada, que já é estreita. Moto não se estaciona em calçada! Eu já abri mão da vaga de frente á minha garagem por que eu não tenho carro. Mas ninguém entende que de frente a uma garagem não é permitido estacionar e que eu não tenho carro mas tenho o direito de usar minha garagem . Olha... é cansativo viver em um país onde o certo é errado e a ignorância impera. O que fazer? Eu sou brasileira e tudo que eu mais quero é ver meu país alcançar para um nível legal de sabedoria na convivência social onde as pessoas respeitem os direitos de cada um . Mas tá difícil ! Moral da história : eu deveria ter ficado na minha, mesmo sem conseguir dormir e no dia seguinte dar bom dia pro vizinho que me tirou o sono e que não hesitaria um instante em fazer isso todos os fins de semana. Agora eu tenho que conviver com o risco dele, ou da mãe dele (tão ignorante quanto ele) de me acertarem um "cascudo" como ela já anunciou bem alto para que eu e todos escutassem. Agora corro o risco de ser insultada a cada vez que eu passar pela porta da casa que eles ocupam. Onde está o erro? Eu devo aceitar que joguem o lixo nas ruas, que estacionem de frente á minha garagem, que coloquem a musica alta bem na minha janela que me impede ate´de ouvir minha televisão ou falar ao telefone ,que eu permita que me xinguem toda porque tem uma moto que estacionaram na minha calçada impedindo a passagem das pessoas e eu levar a culpa? Tem alguma coisa errada... "Sou eu o bárbaro", já dizia Rousseau. Pois nesse Natal, foi o "espírito  do porco" que baixou e não o espírito natalino!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A autoestima do Sarney


A cada dia o ego desse senhor desembesta. A cada dia ele tenta convencer o leitor de seu jornal de que ele e sua filha são os salvadores da pátria! Salvadores da pátria e do Maranhão! Tanto um quanto o outro devem muito aos Sarney. Sim! Muito! E como devem! Devem a alma, por não terem ambos se dado conta do quão  nefastas são essas pessoas e suas influências sobre a população. 
Eu sinto pena dele ... e dela... Dele porque é um homem eminentemente insignificante que conseguiu a proeza de se destacar em meio á política de um país que se deixou levar pelas circunstâncias. Aos oitenta e tantos anos, ele deve olhar para trás e sentir um calafrio danado percorrer suas entranhas, pois afinal sua vida toda foi baseada na mentira, na corrupção, na fome de poder, no vazio e no jogo infame para os quais são arrastados os homens que , no fundo de suas almas podres, sonham em ser reis, sem possuir a verdade necessária. Sinto pena dele , que talvez tivesse mesmo desejado ter sido artista ao invés de impostor.
Dela eu sinto pena porque foi criada por ele para ser o que ele queria que ela fosse: a filha do poderoso chefão, a mimada Roseana, do rosto carcomido pela acne impiedosa, a política sem estudos , sem vocabulário. A "filhinha do papai" , de um pai que traçou planos no submundo do poder subjugando amigos e adversários causando medo á gente mais humilde que o tem como homem letrado. Imaginem, até como membro da Academia Brasileira de Letras ele conseguiu se eleger! Mas isso são coisas de um país até ainda pouco , em sua maioria,  analfabeto.
Então, cheio de prepotência ele recusa os resultados de estudos de gente séria e competente. Para ele o IDH que apresenta o Maranhão diante do mundo inteiro "nada tem de valor". E vem, na maior safadeza, falar do PIB (produto interno bruto). Esse sim é que é um índice dos mais fictícios, pois a repartição da renda , todos nós sabemos, não é feita de maneira igualitária.
Em sua coluna "dominguada" , mais uma vez o José de Ribamar se coloca no papel de vítima ao rejeitar as críticas feitas ao Estado do Maranhão como unidade da Federação. A última! A mais miserável ! Ele tenta nos convencer de que essa situação é culpa dos outros políticos que conseguiram , á duras penas e graças ao voto do povo, chegar ao comando do estado. Diz que tentam a todo custo denegrir a imagem do Maranhão... Que os investidores estão abandonando o estado por causa do que andam dizendo sobre a miséria do Maranhão... Senhor Sarney, quem vem aqui sabe que a maioria da população é contra a sua oligarquia e não é possível mais tapar o sol com a peneira: a sujeira e o mau cheiro nas ruas de São Luis (espalhados por todas as cidades do interior desse estado) é reflexo do Índice de Desenvolvimento Humano do maranhense , sim senhor. Desenvolvimento esse que o senhor e sua família sempre mantiveram lá embaixo para poder vocês ficarem lá em cima, reis e donos do Maranhão. Não é uma cabeça de burro que está enterrada aqui e sim a autoestima do povo maranhense.
Infelizmente notei que aqui, as cabeças pensantes não podem muita coisa contra o senhor. A maioria me conta que nasceu aqui, cresceu jogando bola e mais tarde se divertindo de maneira mais ilícita com seus filhos. Os pais , com certeza,  devem favores ao senhor,  e por ai vai... Então... fica difícil, como bem disse a repórter do SBT, quando se tem o rabo preso. 
Eu faço questão de publicar sua coluna. É uma maneira das pessoas fazerem uma releitura do que o senhor escreve. É inclusive uma maneira de mostrar que como escritor o senhor é excelente picareta.
Mas isso não vem ao caso.  O importante é que a greve das polícias chegou ao fim. Quem sabe assim a imagem do Maranhão vai ganhar cara nova... quando as polícias colocarem atrás das grades os verdadeiros malfeitores desse Estado.

Presidenta Dilma, com todo o respeito: o Maranhão precisa respirar !

domingo, 4 de dezembro de 2011

Historiador desafia Sarney a testar 'imagem' nas ruas



O historiador Marco Antonio Villa, em artigo incisivo publicado hoje (29) no jornal O Globo, traça um perfil sem maquiagem do presidente do Senado, José Sarney, e o desafia a testar sua imagem caminhando sozinho pelas ruas das principais cidades do Brasil. Leia o artigo:
A face do poder: um retrato de Sarney

MARCO ANTONIO VILLA*
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro. Começou jovem na política, conduzido pelo pai. Aos 35 anos resolveu mudar de nome. Tinha acabado de ser eleito governador do seu estado. Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome. Virou, da noite para o dia, José Sarnei Costa. O Costa logo foi esquecido e o Sarnei, já nos anos 80, ganhou um "y" no lugar do "i". Dava um ar de certa nobreza.

Na história republicana, não há personagem que se aproxime do seu perfil. Muitos tiveram poder. Pinheiro Machado, na I República, durante uma década, foi considerado o fazedor de presidentes. Contudo, tinha restrita influência na política do seu estado, o Rio Grande do Sul. E não teve na administração federal ministros da sua cota pessoal. Durante o populismo, as grandes lideranças lutavam para deter o Poder Executivo. Os mais conhecidos (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, entre outros), mesmo quando eleitos para o Congresso Nacional, pouco se interessavam pela rotina legislativa. Assim como não exigiram ministérios, nem a nomeação de parentes e apaniguados.
Mas com José Ribamar Costa, hoje conhecido como José Sarney, tudo foi – e é – muito diferente. Usou o poder central para apresar o "seu" Maranhão. E o fez desde os anos 1960. Apoiou o golpe de 1964, mesmo tendo apoiado até a última hora o presidente deposto. Em 1965, foi eleito governador e, em 1970, escolhido senador. Durante o regime militar priorizou seus interesses paroquiais. Nunca se manifestou contra as graves violações aos direitos humanos, assim como sobre a implacável censura.
Foi um senador "do sim". Obediente, servil. Presidiu o PDS e lutou contra as diretas já. No dia seguinte à derrota da Emenda Dante de Oliveira – basta consultar os jornais da época – enviou um telegrama de felicitações ao deputado Paulo Maluf – que articulava sua candidatura à sucessão do general Figueiredo – saudando o fracasso do restabelecimento das eleições diretas para presidente. Meses depois, foi imposto pela Frente Liberal como o candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Democrática. Tancredo Neves recebeu com desagrado a indicação. Lembrava que, em 1983, em fevereiro, quando se despediu do Senado para assumir o governo de Minas Gerais, no pronunciamento que fez naquela Casa, o único senador que o criticou foi justamente Ribamar Costa. Mas teve de engolir a imposição, pois sem os votos dos dissidentes não teria condições de vencer no Colégio Eleitoral.
Em abril de 1985, o destino pregou mais uma das suas peças: Tancredo morreu. A Presidência caiu no colo de Ribamar Costa. Foram cinco longos anos. Conduziu pessimamente a transição. Teve medo de enfrentar as mazelas do regime militar – também pudera: era parte daquele passado. Rompeu o acordo de permanecer 4 anos na Presidência. Coagiu – com a entrega de centenas de concessões de emissoras de rádio e televisão – os constituintes para obter mais um ano de mandato. Implantou três planos de estabilização: todos fracassados. Desorganizou a economia do país. Entregou o governo com uma inflação mensal (é mensal mesmo, leitor), em março de 1990, de 84%. Em 1989, a inflação anual foi de 1.782%. Isso mesmo: 1.782%!
A impopularidade do presidente tinha alcançado tal patamar que nenhum dos candidatos na eleição de 1989 – e foram 22 – quis ter o seu apoio. O esporte nacional era atacar Ribamar Costa. Temendo eventuais processos, buscou a imunidade parlamentar. Candidatou-se ao Senado. Mas tinha um problema: pelo Maranhão dificilmente seria eleito. Acabou escolhendo um estado recém-criado: o Amapá. Lá, eram 3 vagas em jogo – no Maranhão, era somente uma. Não tinha qualquer ligação com o novo estado. Era puro oportunismo. Rasgou a lei que determina que o representante estadual no Senado tenha residência no estado. Todo mundo sabe que ele mora em São Luís e não em Macapá. E dá para contar nos dedos de uma das mãos suas visitas ao estado que "representa". O endereço do registro da candidatura é fictício? É um caso de falsidade ideológica? Por que será que o TRE do Amapá não abre uma sindicância (um processo ou algo que o valha) sobre o "domicílio eleitoral" do senador?
Espertamente, desde 2002, estabeleceu estreita aliança com Lula. Nunca teve tanto poder. Passou a mandar mais do que na época que foi presidente. Chegou até a anular a eleição do seu adversário (Jackson Lago) para o governo do Maranhão. Indicou ministros, pressionou funcionários, fez o que quis. Recentemente, elegeu-se duas vezes para a presidência do Senado. Suas gestões foram marcadas por acusações de corrupção, filhotismo e empreguismo desenfreado. Ficaram famosos os atos secretos, repletos de imoralidade administrativa.
O mais fantástico é que em meio século de vida pública não é possível identificar uma realização, uma importante ação, nada, absolutamente nada. O seu grande "feito" foi ter transformado o Maranhão no estado mais pobre do país. Os indicadores sociais são péssimos. Os municípios lideram a lista dos piores IDHs do Brasil. Esta é a verdadeira face do poder de Ribamar Costa. Como em uma ópera-bufa, agora resolveu maquiar a sua imagem. Patrocinou, com dinheiro público, uma pesquisa para saber como anda seu prestígio político. Não, senador. Faça outra pesquisa, muito mais barata. Caminhe sozinho, sem os seus truculentos guarda-costas, por uma rua central do Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília. E verá como anda sua popularidade. Tem coragem?
(Publicado em 29.11.2011, em O Globo)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Uma vergonha chamada Sarney

A “dominguada” do Sarney desse 20 de novembro de 2011 é daquelas! Quem lê fica estarrecido diante de tamanha cara-de-pau. O cara é político há duzentos anos, senador e presidente do congresso nacional há meio século... Já foi “presidente” do Brasil ... e ainda escreve dessa maneira repugnante? Fala sério! Ele começa sua “coluna” (dele mesmo, pois o jornal também é dele!) dizendo que proferiu um discurso no senado com os índices da violência publicados em relatório da ONU e ele se diz espantado com o que leu, pois leu que no Brasil 37 pessoas  de cada 100 mil habitantes morrem assassinadas. Um dos índices mais altos do mundo. Ele só ficou sabendo disso agora?
O "honorável" sai divagando sobre a situação, citando a lei Fleury (que é realmente a porcaria da lei que permite assassino responder em liberdade), cita a constituição de 88, fala do caso Pimenta/Gomide, se compadece da dor das mães que perdem os filhos vítimas da violência no Brasil... E quase prega a pena de morte. Dá um show de velhacaria, mais uma vez!
Oras pelotas! Isso lá são falas de quem está no poder há séculos assistindo á tudo isso sem nunca ter feito nada para reverter a situação?  Não, um político de verdade, um senador da República, no mais alto posto do senado brasileiro, deveria ter acabado com isso faz  tempo. Deveria era usar seu título para impor ao congresso medidas justas, dar exemplo, fazer a coisa certa pelo bem do povo brasileiro.
Mas não... Durante todos esses anos ele “jogou”, blefou, ganhou, se deu bem, conchavou,  manipulou, extraviou, usurpou, mandou e desmandou e ainda envergonha nosso país...
Não, um presidente de senado que depois de tantos anos lê um relatório da ONU sobre a situação lastimável de seu próprio país e se acha no direito de apenas escrever uma colunazinha num jornal corrompido que pertence á ele mesmo...  Francamente! 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Mais duas do Sarney

Sarney falando dos Estados Unidos em sua coluna "dominguada" hoje entitulada Muro de Berlin ás avessas, do jornal que pertence á ele mesmo:  "a maior nação do mundo tem a pior classe política que se pode imaginar".
Ele deve ter esquecido de acrescentar : depois do Brasil, é claro! 
E Sarney disse mais: " O Brasil teve sempre, ao longo da sua história, a capacidade política de todas as vezes em que estão em jogo os interesses do país, encontrar um terreno comum em que prevalece o interesse nacional ".
Mamma mia!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Meu sonho de consumo: um check-up geral no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo

Vergonhosa a atitude dos jovens na USP


Com tantos motivos para protestar, um bando de rapazes e moças, que têm a sorte de estudar na melhor universidade do país, vandaliza salas de aula e ocupa prédios da universidade para "exigir" o direito de fumar maconha livremente no campus, levantando a bandeira de Mao Tse Tung? Francamente! Me perdoem , eu até sou a favor de se liberar a plantação caseira para uso e consumo privado da maconha (para evitar o tráfego e que essa moçada fume coisa misturada), mas invadir uma universidade, encapuzados feito bandidos, tomarem de assalto andares inteiros, só pra reivindicar a "não repressão"? É o mesmo que cutucar uma onça com vara curta. Ô moçada, vamos para as ruas protestar contra a bandalheira no Senado, contra a corrupção. Vamos pedir que a Dilma ponha na rua todos os velhacos que corroem nossa nação... Vamos lutar pela educação e saúde públicas ... Olha, foi ridículo ! Um bando de cabeludo sem nada na cabeça. Vai ver essa maconha tá bichada. No meu tempo a onda era outra...

Mais uma vez: chocante e vergonhoso!

A fala do ministro do trabalho, Carlos Lupi, do PDT,  é uma vergonha. Onde é que nós estamos? Quem ele pensa que é para falar daquela forma diante do país inteiro? É.... Estamos mesmo muito longe de sermos um país sério. 

Tentar melhorar com "Dilma, eu te amo", ficou ainda mais ridículo. 
Avacalhou de vez com a imagem do Brasil. 
Era para a presidenta colocá-lo na rua sem nem pestanejar!
Mas... há mais mistérios entre Dilma, Lula, Sarney e essa cambada toda do que possa imaginar nossa vã filosofia...

A reação do nosso "Ministro do Trabalho" dá provas do nível dos nossos trabalhadores: sem qualificação, sem profissionalismo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Preparem-se: no Natal estaremos atrás das grades e a bandidagem toda nas ruas, ás soltas.

Por causa da incompetência do governo do Estado do Maranhão, o juiz Jamil Aguiar beneficia  com prisão domiciliar  283 presos da Penitenciária de Pedrinhas. E esse número deve aumentar daqui até o Natal. 

Preparez-vous: pendant Noël nous serons tous derrière les barreaux et les bandits tous dans les rues, libres. A cause de l'incompétence du gouvernement de l'État du Maranhão, le juge Jamil Aguiar beneficie avec prison domiciliaire 283 prisioniers de la pénitentiaire de Pedrinhas. Et ce nombre peut augmenter d'ici les fêtes.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Com a construção da usina de Belo Monte, o Brasil se põe na contra-mão de tudo que se deseja de bom para o Planeta



Avec la construction de l'usine de Belo Monte, le Brésil se met dans le contre-sens de tout ce que nous souhaitons de bien pour la planéte.

Une âme perfectionnée est une arme.
C’est dans cela que s’appuie toute la spiritualité humaine.
Alors,  la meilleure chose que nous pouvons nous transformer est une bombe.

Estão bebendo do próprio veneno

O Joaquim Itapary, que é homem de ferro da Fundação José Sarney, bem poderia ter tentado colocar juízo na cabeça da tal da Roseana Sarney quando esta inventou de querer pagar dez milhões para que a Beija-Flor, de Nilópolis e do "bicheiro" Anízio, homenageasse o Maranhão.  O tiro vai sair pela culatra e quem será atingido? Mais uma vez, o povão do Maranhão. Em sua coluna de quinta (literalmente), Itapary se revolta contra a porcaria de samba-enredo que a Beija-Flor vai apresentar sobre o Maranhão no maior carnaval do mundo. Vai ser, com certeza, o maior espetáculo da Terra: vamos assistir á mais vergonhosa humilhação já sofrida pelo estado do Maranhão. Infelizmente! Ou, quem sabe, felizmente! Assim acabamos de vez com esse carnaval de insanidades praticado sem recesso pela famiglia Sarney. Nunca pensei que um Beija-Florzinha de nada fosse ajudar a derrubar um monte de carcarás. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Chocante!

Leia tudo até o fim.
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/belo-monte-nosso-dinheiro-e-o-bigode-do-sarney.html
ELIANE BRUM - 31/10/2011 10h47 - Atualizado em 01/11/2011 19h13
TAMANHO DO TEXTO

Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney

Um dos mais respeitados especialistas na área energética do país, o professor da USP Célio Bermann, fala sobre a “caixa preta” do setor, controlado por José Sarney, e o jogo pesado e lucrativo que domina a maior obra do PAC. Conta também sua experiência como assessor de Dilma Rousseff no Ministério de Minas e Energia

Situação real de dentro da Fonte do Ribeirão

Entrei, mais uma vez, na galeria da Fonte do Ribeirão. Fui para constatar que, ao contrário do que diz o jornal O Estado do Marnhão, a Fonte não está entupida. De uns tempos para cá, o próprio José Sarney insiste em falar da Fonte para falar mal da prefeitura. Hoje, nesse exato momento, a prefeitura está realizando, pela segunda vez, a lavagem com jato de alta pressão. Aproveitei para penetrar as entranhas da fonte do Ribeirão, desta vez para fotografar. E como eu já imaginava, é normal que a água não esteja jorrando das carrancas. Estamos no periodo de estiagem e a água que desce da nascente, da fonte propriamente dita, não desce em quantidade suficiente para alcançar o nível dos bicos das carrancas e escorre apenas pelas frestas inferiores sem deixar de alimentar a bacia onde vivem os peixes dessa fonte. A sujeira que se encontra em um dos nichos de uma das carrancas , é o lixo que as pessoas jogam pelo buraco quadradinho situado acima da segunda carranca (da esquerda para a direita) da Fonte. Apenas esse nicho está sujo, mas também não está entupido. A sujeira está mesmo é do lado fora, no pátio da Fonte, pois enquanto a prefeitura não colocar ali um guarda municipal para impedir o mau uso da Fonte, limpeza nenhuma vai adiantar. Que os jornalistas deixem, portanto, de ser comodistas e procurem se aprofundar em suas matérias (literalmente!) ao invés de anunciar o que não é verídico.  Seguem aí algumas fotos do interior   da Fonte:

Água limpa da Fonte do Ribeirão

Tunel da Fonte

Um dos buraquinhos de uma das carrancas da Fonte - totalmente desobstruido

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quantos micos?

Há muito tempo vieram ao nosso bar quatro adolescentes paulistas á procura de “pelo menos
dois miquinhos”.
Enquanto eu servia as bebidas encomendadas, eles se mostravam cada vez mais excitados.
_ Se a gente consegue encontrar, eu quero também; disse a moça de cabelos ruivos.
Já eram então três os micos que eles pretendiam levar.
Surpresa com tamanha inconsciência ecológica e essa euforia infantil de querer levar os miquinhos para São Paulo, eu questionei:
_Vocês querem dizer que nem conhecem a Ilha e vieram para comprar ou pegar miquinhos?
_ A gente chegou agora e deu de cara com esse adesivo com um mico! – dizia eufórico o moço de óculos escuros apontando para a logomarca na porta do jipe estacionado em frente ao bar, como se aquilo fosse uma “coincidência espiritual”.
_ É um mico não é? -  reforçou o mais gordinho, o único que não queria mico nenhum.
_ Esse, eu respondi, é um Callitrix Penicilatus. Um mico. Vive em liberdade nessa ilha ao lado de outros animais como as iguanas e os sarigueis – sem querer ofender o rapaz – e vocês não podem levá-los daqui!
_Ahhh! Mas a senhora tem miquinhos? A senhora tem? – me implorava a mais lindinha.
_ Ter? Eu não tenho nada! Muitos deles vêm até as mangueiras e goiabeiras do jardim. São muito lindos. As árvores são sempre visitadas por famílias inteiras de Callitrix.
_ Pelo amor de Deus, dona, deixa a gente então pelo menos ver! Eu posso tomar conta deles. Lá em casa eu até tenho mais árvores do que a senhora tem aqui – me pedia de joelhos o mais agitado.
_ De jeito nenhum, jovens! Daqui pra São Paulo o bichinho morre de medo, de fome e de tristeza!
_ Senhora, eu pago! – pensando dizer a palavra mágica me atirou essa o agitado.
De tão surpresa eu fiquei de boca aberta, mas ainda fui gentil com eles e disse:
_O máximo que eu posso fazer é deixar vocês irem ver se tem mico nas árvores do meu quintal. Faço isso para dar uma chance a vocês. Quem sabe vendo como os miquinhos são felizes nessas árvores vocês desistem dessa idéia de tirar os bichinhos da mãe natureza. Seria realmente uma chance, só que tenho quase certeza de que a essa hora não vai ter miquinho certo dando sopa no sol.  Vamos?
Atravessamos a cozinha branca e limpa de nosso bar e os adolescentes de São Paulo se encontraram em meio a uma paisagem abundante de frutas e folhas. Eles observaram um instante em silêncio... Em vão: nenhum miquinho apareceu.
Desapontados, os quatro me fizeram um monte de perguntas ás quais fiz questão de não responder: “como a gente pega os micos?”, ”quem vende mico aqui na Ilha?”, “o quê que eles comem?”, “até que tamanho eles crescem?”...
Desapontada com o fato de que a ilha esteja assim tão vulnerável, eu ainda ousei propor a eles de irem dar uma volta de bicicleta observando com atenção a paisagem e que certamente iam poder admirar os miquinhos nos tetos dos casarões coloniais da Praça do Campo Formoso.
Mas eles me disseram adeus me garantindo que não voltariam pra São Paulo sem “pelo menos dois miquinhos"./Marilia de Laroche

domingo, 23 de outubro de 2011

Só "ele" é inteligente ...


Não, não dá para acreditar. Está no jornal do poderoso chefão: Acervo da Fundação José Sarney é doado para o governo do Estado. Tiveram a cara dura de publicar tim-tim por tim-tim tudo que o velhaco está deixando como herança ao pobre povo do Maranhão para tentar justificar a "estatização da fundação". Não há justificativa que o valha. Gente, tem até folheto de programa de viagens de dona Marly Sarney! Uma santa ceia feita em saco de estopa?! Os Sermões, do padre Antônio Vieira (aquele que deixou o Maranhão pedindo á Deus que nunca mais tivesse que retornar!). Um Maquiavel editado em 1560?! Despachos da época do impeachement de Collor ?! Nossa! Para o Maranhão? Ahh! mas sem essas "preciosidades" o povo do Maranhão não poderia se "agigantar"! Francamente ! Nada, dos 40 mil itens que o esperto político, senador do Amapá e presidente vitalício do senado brasileiro está "doando" ao Estado, tem real valor. São itens acumulados em cinco anos de "presidência da república" que deveriam constar do acervo do Museu da República no Rio de Janeiro, onde certamente estariam catalogados e referenciados como o período em que o Brasil foi governado por aquele que não era para ser. O maior dos acidentes da nossa história. A maior decepção. Talvez o maior erro também. Mas o mal está feito. Pior é ver estampadas na reportagem da "famiglia" as fotos de peças sacras que muito provavelmente pertenciam ao patrimônio de nossas igrejas barrocas que vem sendo roubado e dilapidado ao longo dos anos pelos ricos católicos e fervorosos colecionadores de "arte". Será que um dia o Sarney vai devolver ao Estado os portões do cemitério de Alcântara? Talvez.... Se criarmos uma outra fundação: Fundação do Retorno do Patrimônio Histórico Roubado do Maranhão. 
Em sua coluna "dominguada", o próprio Sarney tenta convencer os leitores de que ele é o único político inteligente e que só ele foi capaz de "uma das maiores obras de amor e benemerência ao Maranhão: doar ao povo do Maranhão um patrimônio que os outros presidentes venderam. Eu o fiz com grandeza e amor"... Francamente!!! Esse homem sofre mesmo de egocentrismo e falta de discernimento. Outra coisa de que ele se vangloria sempre é de ser um homem culto, que lê muitos livros... Vive citando Shakespeare, Santo Agostinho, Voltaire...Na França existe um ditado para esse tipo de pessoas: "La culture c'est comme de la confiture, moins on en a, plus on l'étale". "A cultura é como geléia, quanto menos a gente tem, mais a gente espalha" Mas é o tal negócio... Em terra de cego quem tem um olho é rei. Abra o olho Maranhão!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

XÔ SARNEYS


As propagandas do espigão e da via expressa já renderam uma fortuna. A repetição massiva do pouco que foi feito e do que ainda está se prometendo fazer (será que vai acontecer?) é um escândalo de tentativa de entupir o cérebro do povão com mais demostração de falácia enganosa , método bastante utilizado pela famiglia Sarney. O governo de Roseana Sarney não apoia mais projetos culturais com verbas efetivas. Eles apoiam doando mídia. Ora! Sabemos quem ganha com isso! Junta-se a tudo a estatização da fundação....Coitado do povo do Maranhão.... Coitado do Brasil!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Roupa suja no Convento das Mercês

Mais uma vez a sanha da família Sarney impôs sua falta de vergonha e envergonha o povo do Maranhão. A estatização da Fundação José Sarney é uma afronta tão acintosa que dá desânimo. O acervo do período em que Sarney foi presidente deveria, na verdade, ir para o Museu da República, no Rio de Janeiro, e não ser cultuado no Convento das Mercês, aqui em São Luis. 
Mas como bem disse Sherazade, a das mil e uma noites do jornalismo do SBT: 
"Manda quem pode, obedece quem tem o rabo preso" . 
Que vergonha!

Chove lá fora e aqui... nem assim faz frio.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

For Jobs

 "Seguir pensando diferente"

sábado, 1 de outubro de 2011

Estou dizendo... Os ventos estão mudando...Faço questão de transcrever aqui o que a revista Veja publicou essa semana sobre Sarney.



29/09/2011
 às 2:59 \ Direto ao Ponto/ Revista Veja 

O patriarca condenado à impunidade perpétua não escapou do castigo público

Fortalecida pelo engavetamento da Operação Boi Barrica por uma turma do Superior Tribunal de Justiça, a certeza de que vai morrer em liberdade animou o senador José Sarney a reiterar que só deixará a vida pública sobre um carro do Corpo de Bombeiros. “A política só tem porta de entrada”, disse neste sábado. Repetida desde a metade do século passado, a falácia recitada à tarde foi implodida à noite, já na abertura da apresentação da banda Capital Inicial no Rock in Rio. Como atesta o vídeo, o vocalista Dinho Ouro Preto e o coro que juntou milhares de vozes precisaram de apenas quatro minutos para ensinar a Sarney que a política não tem porta de saída só em grotões atulhados de eleitores que, tangidos pela dependência financeira e pela anemia intelectual, validam nas urnas o jugo de um coronel de jaquetão.
Depois de fustigar “as oligarquias que parecem ainda governar o Brasil, que conseguem deixar os grandes jornais censurados por mais de dois anos, como o Estado de S. Paulo“, Dinho informou que tipo de castigo público seria aplicado ao símbolo do país da impunidade: “Essa aqui é para o Congresso brasileiro, essa aqui é pro José Sarney. Isso aqui se chama Que país é esse?”  Entusiasmada, a multidão esbanjou convicção na resposta ao refrão que repete quatro vezes a pergunta do título: Que país é esse? Conjugada com o desabafo improvisado pela plateia durante o solo do guitarrista, a réplica entoada 16 vezes comunicou ao presidente do Senado que, pelo menos no Brasil que não se rende ao primitivismo, a política não tem uma porta só.
Também existe a porta de saída. É a dos fundos e, entre outras serventias, presta-se ao despejo de sarneys. O problema é que vive emperrada nas paragens que ignoram a diferença entre um prontuário de uma folha de serviços. Se tivesse nascido em qualquer lugar civilizado, o patriarca só veria a Famiglia reunida num pátio de cadeia. Aqui, prepara em sossego a celebração dos 82 anos de nascimento, enquanto vigia a lista de convidados com o olhar atento do punguista: não pode ficar fora da festança nenhum dos figurões que o aniversariante infiltrou nos três Poderes.
Depois do acasalamento com Lula, que lhe conferiu o título de maior ladrão do Brasil até descobrir que haviam nascido um para o outro, Sarney expandiu notavelmente os domínios da capitania hereditária. Incorporou o Amapá ao Maranhão, anexou ao latifúndio do Ministério de Minas e Energia o sempre útil Ministério do Turismo, expropriou mais cofres do segundo e terceiro escalões. Valendo-se da carteirinha de Homem Incomum, assinada por Lula, anda prosperando como nunca no Executivo. Com o amparo das bancadas do Sarney e o amém pusilânime da oposição oficial, tornou-se presidente vitalício do Senado e faz o que quer no Legislativo.
A afrontosa operação de socorro consumada há poucos dias atesta que os tentáculos estendidos ao Judiciário já alcançaram o Superior Tribunal de Justiça. Nenhuma surpresa. Magistrados a serviço de Madre Superiora agem há tempos em muitas frentes. O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de João Capiberibe, senador pelo Amapá, acusado de ter comprado dois votos e de ser adversário confesso de Sarney. O TSE também afastou o governador maranhense Jackson Lago, acusado de abuso de poder econômico e de hostilidade aos donatários da capitania (e instalou Roseana Sarney em seu lugar). Ambos foram punidos pelo segundo crime.
Quando começaram a vazar as descobertas da Boi Barrica, o juiz Dácio Vieira, plantado por Sarney no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ressuscitou a censura e proibiu o Estadão de publicar as verdades colhidas pela Polícia Federal. Agora, a sensação de perigo induziu o comandante supremo da organização criminosa a mobilizar amigos acampados no STJ. Para garantir o direito de ir e vir de parentes e agregados do clã, todos metidos em negociatas de bom tamanho, o ministro Sebastião Reis Júnior resolveu que as autorizações para a escuta telefônica, expedidas por juízes da primeira instância, não estavam bem fundamentadas.
Em seis dias, produziu um papelório de 54 páginas, muito mal fundamentado, concebido para resgatar os soterrados pela montanha de provas acumuladas em três anos de investigações. Uma reunião da turma bastou para que Reis e mais dois ministros forjassem o espantoso desfecho da operação de socorro. O presidente do Senado, seu filho Fernando e demais componentes do bando estão certos. Errados estão os juízes que autorizaram a escuta telefônica, os integrantes do Ministério Público que monitoraram a Boi Barrica e a Polícia Federal. Além do Estadão.
O triunfo dos bandidos sobre os xerifes confirma que o sobrenome inventado por José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é sinônimo de riqueza, poder, impunidade. Mas o canto de guerra que animou a noitada no Rock in Rio avisa que um dia vai virar estigma. É irrelevante saber quando a sentença começará a ser cumprida. O que importa é constatar que a prole foi condenada, sem direito a recurso, a tentar sobreviver num Brasil em que Sarney será o outro nome da infâmia.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Divagação popular

Esperando o ônibus sob o sol escaldante que inunda o abrigo todo quebrado, cinco pessoas conversam sobre os problemas nacionais...

_ A grande crise nos aeroportos do Brasil é uma prova de que existem aviões demais!
_Já estamos, faz tempo, colocando em risco todos os seres humanos e, pior, destruindo a 
Terra e o Espaço ao mesmo tempo, jogando querosene na atmosfera.
_A mega crise está prá chegar, pois “o mundo gira em torno do dinheiro” ou, se preferirem, 
“o dinheiro faz o mundo girar...”
_ Pra ganhar tempo... e dinheiro... o homem vende todas as suas idéias. Vendeu a da bomba atômica! Vendeu a do avião! Hoje, gente morre alimentando esse comércio do deslocamento pelo ar.
_ A gente fica sem poder falar, tamanhas são as arbitrariedades do “mercado”.
 _ Pra mim, “mercado” deveria ficar na esfera do cotidiano. Coisas à distância incomodam. 
O bom é ter tudo perto.  Não precisamos de tantas marcas e produtos.
_Necessitamos apenas do essencial. Não temos que destruir a Terra em nome do tal do
“crescimento econômico”!
_ “Coisas grandes... dinossauros... são bonitos, mas não cabem no coração das
megalópoles”...
Com esse devaneio em prosa feito pelo senhor que até então só ouvia a conversa , todos se
olham e se interrogam exclamativos.
_ Coisas grandes? Dinossauros?
_ É um poema lindo de Cynthia Dorneles... Que morena!
_ Poesia... Poesia... O que seria do mundo sem poesia?
_ As usinas empregam gente que sai de casa ás quatro e meia da madrugada pra chegar ao trabalho ás sete,
trabalhar de pé, cheirando pó de serra ou manipulando produtos químicos. Isso lá é
vida? Onde está a poesia?
_ E ainda para ganhar menos de mil reais?
_ E para quê o homem vai à lua? Não seria melhor solucionar todos os nossos
problemas agora aqui na terra mesmo e nunca mais gastar dinheiro com o supérfluo?
_ Mandar tudo para o espaço!
_ Dizer não ao nuclear, não à corrupção!
_ Não à falta de hospitais!
_ Não à violência!
 _Não à impunidade!
_ Nã…
_ Olha só... é melhor parar de “viajar”... O ônibus vem vindo ali...
_ E como sempre, tá lotado!