quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por falar dos urubus da Bienal...

Nessa noite a miséria veio dormir na minha varanda.
Abri a porta de manhã e lá estava ela: jovem, franzina,
em posição fetal, morta de sono, de fome e cansaço...
O crack passou a noite com ela.

En parlant des vautours de la Biennal...

Cette nuit la misère est venue dormir dans mon véranda.
J'ouvris la porte ce matin et elle était là:
jeune, fragile, en position fœtal, morte de sommeil, de faim et de fatigue...
Le crack avait couché avec elle.

Um comentário :

camila chaves disse...

que loucura essa foto, que loucura esse relato sobre essa realidade que tem nos sido cada vez mais presente.

dá-nos tristeza saber qual papel tem cumprido as drogas como o crack, ou mesmo o álcool tem cumprido em meio à nossa juventude, sobretudo a pobre e a negra, exatamente como essa, que fez do crack e da tua varanda um ponto de fuga.

bonita a tua forma de ver essa questão. conseguiste expressar um mundo de coisas, mesmo em poucas palavras.

um abraço,