terça-feira, 29 de janeiro de 2013

53 mil reais por mês?????????????


Eu coloquei as faixas na Praia Grande e na porta da Câmara dos vereadores para protestar contra o aumento de salário que eles se fizeram. Exorbitante e descabido, indecente. Quarenta e oito mil reais por mês. Fiquei lá na rua feito uma idiota doida até o meio dia. Depois desisti, ningupém ia mesmo ficar ali comigo. Deixei as faixas, certa de que elas seriam retiradas. Qual o quê. Ninguém mexeu nelas e a imprensa acabou tendo que entrevistar o presidente da Câmara de São Luis , o tal do Pereirinha . Ele tentou justificar o injustificável e disse que o salário deles na verdade é "só" de onze mil reais e que o restante é para gastos que eles devem comprovar com "notas verdadeiras". E ao final a conta aumentou: o salário deles chega a 53 mil reais por mês. 
Olha, para fazer o nada que eles fazem - é, porque se eles realmente cumprissem suas funções a cidade não estaria nesse caos - onze mil daria pra eles viverem super bem e ainda poderian fazer caridade.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Via Intelsat


Internáutica
Oceânica distância
Fibras ópticas
Meus verdes
Seus azuis
Céu
Terra
Mar
Que queres
Que das


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mudança de hábitos

Há seis anos o dono de um bar, que fica de frente á Fonte do Ribeirão, estaciona o carro dele na frente da minha casa: todos os dias, das sete e meia da manhã ás onze da noite, sendo que no domingo ele coloca o carro lá ás quatro da tarde.Resultado: eu nunca tenho a frente da minha casa livre para parar o taxi quando volto do supermercado, ou para que meus amigos estacionem quando me visitam nos fins-de-semana, nem para sentar na beira da calçada para bater papo tomando uma fresca. A mãe dele, inclusive, chega ao cúmulo de colocar barricada com latas de tinta para reservar a vaga para o filho, em frente á minha casa!!! Na sexta-feira eu pedi a ele que variasse um pouquinho e colocassse o carro dele na frente do bar dele, ou de frente á casa da mãe dele, que mora a vinte metros da minha casa... Mas a resposta foi categórica: não ponho não, a rua é pública e se eu não colocar outro vai colocar. Concordo! A rua é pública e , com certeza, se ele não colocar , outro vai fazer. O que ele não entende é que "outro" não tem um bar plantado na esquina e não vai ficar estacionado das sete da manhã ás onze da noite todos os dias da semana, como ele faz há seis anos. Com "outro" eu tenho bem mais chances de, em algum momento do dia, ter a frente da minha casa livre. Fui , mais uma vez, educadamente , pedir á ele que me liberasse a frente da minha casa. Não preciso contar aqui tudo que ouvi. Apenas deixo registrada a violência dos gestos e das palavras e a ameaça de agressão física. Para impedir então que ele coloque o carro dele na minha porta eu resolvi criar a minha barricada com a inscrição: "Reservado para mudança" – Para mudança de hábito!!!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fala sério!

Fala sério! Ainda agora , passando pela fonte, vejo essa cena inusitada: uma escada, um cara sentado ali na janelinha da fonte, um monte de turista fotografando , crianças brincando de dar comida para os peixinhos e ele ali balançando a perninha. Fui em casa, busquei a máquina e fotografei o que pude. Os turistas já tinham ido embora. Perguntei pra ele se o colocaram pra vigiar a fonte dali. Ele me disse que não , que disseram pra ele ficar sentado lá na porta da FUNC, mas ele preferia ali onde estava, que era mais divertido. Gente, a Fonte foi entregue ontem e o cara já está sujando a frisa branca com a sandália dele. Simpático o rapaz, mas um tanto sem noção, né não?! Só aqui pra acontecer umas coisas dessas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Com bastante atraso foi entregue a obra de restauração da Fonte do Ribeirão. Ela agora está de cara nova e pronta para visitação

Fico muito feliz quando, a partir de uma mobilização , a gente consegue fazer com que os gestores públicos entendam nossas reivindicações e cumpram com seus deveres. Bravo a todos nós artistas e moradores da cidade que fizemos essa reforma acontecer!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Os dias estão cada vez mais quentes. Parece que São Luis está ainda mais perto do Sol.


Não vejo "diversão" nisso.



E vai ficar por isso mesmo. Na sexta-feira que vem, podem saber, vai estar tudo igual, ou pior! Não consigo ver "diversão" nisso.

Os musicos franceses que estavam aqui para a apresentação do Bobines Melodies, ficaram chocados com a cacofonia a todo volume (impossível conversar!), com ela a falta de respeito (ninguém dorme), com a sujeira, com a violência (assistiram a uma ação da polícia que os deixou perplexos), com a embriaguez da juventude, com o cheiro de mijo e merda, com o lastimável estado dos casarões , com o assédio incessante de pessoas pedindo dinheiro, com a péssima qualidade de atendimento dos bares da rua da Estrela, enfim.... O que salvou a passagem deles por São Luis foi o calor da platéia agradecida pela apresentação de ontem no Teatro da Cidade. Penso que é preciso, urgente, que as autoridades estejam presentes na próxima sexta-feira e que cumpram os seus papéis. Não é mais possível que o Centro Histórico de São Luis seja frequentado por hordas de arruaceiros e bandidinhos de toda espécie; que as ruas sejam transformadas em latrinas a céu aberto; que a invasão sonora abafe o grito de quem pede socorro. A situação é péssima e está cada vez pior. Precisamos exigir do próximo prefeito que ele seja homem o bastante pra colocar ordem e dignidade na Praia Grande.

domingo, 28 de outubro de 2012

Fui convidada pelo SESC a expor minha instalação 400 ângulos na 7° MostraSESC Guajajara de Artes. A instalação é uma estrutura de madeira com chapas de zinco formando um quadrado de 2 metros com 100 fotografias em cada lado,  tiradas de esquinas da cidade de São Luis. A obra proprõe uma reflexão sobre o papel de cada um de nós na imagem da cidade. Essa obra eu criei para ser apresentada no 3° Salão de Artes da Cidade de São Luis onde ficou exposta durante três meses. Na quinta-feira , dia 25 de outubro , fui com a equipe do SESC desmontar a estrutura no Salão para levá-la para o Terminal de Integração da Praia Grande onde o SESC tem permissão da prefeitura para convidar artistas e expor ARTES VISUAIS em locais públicos, como é o caso desse terminal de ônibus. Terminamos a montagem na sexta-feira á uma hora da tarde. Ficou lindo. A reação dos passantes era gratificante. A reflexão estava sendo feita, diálogo total com o público. 
Fotografei as esquinas em um ângulo que as faz parecer ter olhos , nariz e boca. Algumas lindas e bem cuidadas, outras bem sujas e destruidas, outras sem graça, muitas interessantes. A obra ficou exposta apenas duas horas. Ás três da tarde as fotografias foram arrancadas, sem que o SESC fosse comunicado, sem diálogo, sem piedade, porque é véspera de eleição? Hoje a cidade está elegendo seu prefeito. Minhas esquinas faziam as pessoas reagirem de várias maneiras. Mas todas eram unânimes em criticar a sujeira e o péssimo estado da maioria das 400 esquinas fotografadas. A maioria das pessoas culpava o prefeito pela sujeira e a degradação. Enquanto eu estive lá colocando as fotografias no painel, eu podia fazer as pessoas refletirem sobre o assunto:  o lixo que se via ali na fotografia não foi o prefeito quem jogou. "É verdade... somos nós mesmos" , quem estaciona carros nas calçadas quebrando o meio-fio? " é mesmo, é a própria população" ..acabavam por entender a obra... 
O único que não entendeu foi o Secretário Municipal de Trânsito e Transportes  , responsável pelos Terminais de Integração , que simplesmente mandou arrancar todas as fotos alegando que elas depunham contra o prefeito .  Ato absurdo de censura e falta de bom senso. Era melhor ele não ter feito nada e ficado na dele. Faltou com respeito á arte , ao SESC e á população. 
Se o atual prefeito perder as eleições, não terá sido por causa das minhas fotografias de esquinas. As esquinas são as mesmas desde as eleições passadas.
Tomara que quem for eleito tenha sensibilidade suficiente para entender que "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte".

A Torturada da Beira-Mar


domingo, 21 de outubro de 2012

Algo está errado

Pica-Pau é artista, dos mais radicais. Sóbrio ou drogado e sem grana. Quando bebe é um saco (como todo bêbado, aliás). Seu sonho é tomar uísque sendo entrevistado pelo Jô, para que sua história fique "registrada". De uma eloquência desconcertante, Pica-Pau tem pensamentos gritantes. Se vacilar você chora. Ele chora. Não entende porque a vida deu á ele talento e quase nenhum alento. Pobre, fodido, inconformado, sensível e verdadeiro. Nada que o reconforte. Faltam-lhe disciplina, reconhecimento, aconchego e amor (o próprio e mais principal). Vive do pouco que ganha trabalhando a madeira. O descubro pintor!!! Dos melhores. E na sua pintura como na sua postura percebo o perverso da mais-valia. Esse quadro que ele pinta (lindo!) ali na calçada - com tinta acrílica , para secar rápido - vai ser vendido na esquina por cinquenta reais. Metade vai para o consumo da pedra. A outra metade para os bens essenciais: pão com ovo, mortadela e suquinho em pó que ele quase mistura á água rás. Algo está mesmo muito errado: esse quadro vale mil vezes mais.

domingo, 14 de outubro de 2012

O Maranhão não é mais no Brasil ?

Mais uma vez estou aqui a analisar a "Coluna do Sarney", porque , na verdade, mais uma vez a cara de pau desse "honorável" senhor me deixa pasma. 
Mais uma vez ele começa seu texto citando escritores. Hoje ele atacou de Saulo Ramos, que além do fato de só ter escrito um livro, O Código da Vida, foi ministro da Justiça na era Sarney. Saulo Ramos foi quem escreveu  "Erro Crasso" afirmando que a OAB maranhense, instituição estadual, não teria competência para propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que seria julgada pelo Supremo Tribunal Federal para impedir a institucionalização da Fundação José Sarney em Museu da Memória Republicana (que ele defendeu com unhas e dentes) e que, segundo ele, apenas o Conselho Federal da entidade poderia fazê-lo. 
Mais uma vez e, preparem-se, não será a última, Sarney se auto valoriza em sua coluna dominguada. Ele tem que fazer isso, pois seu nome hoje é sinônimo de infâmia. Na "dominguada" dessa manhã ele fala da doação que fez ao povo maranhense do "tesouro que o destino o fez acumular". Ele diz:  "Eu poderia ter feito como os outros presidentes fizeram: vender esse patrimônio e ficar rico. Nunca em minha vida privilegiei a ambição material. Minhas prioridades foram os valores do espírito e o bem público" . Gente, o Museu da República no Rio de Janeiro contradiz o que ele está querendo afirmar. E , gente, ele nem precisaria vender esse monte de tralha para ficar rico, vamos combinar, ele  já é milionário.
E continua: "Assim doei ao povo Maranhense, através do Estado, todo esse tesouro para que dele desfrutem maranhenses e brasileiros". 
Dá para acreditar? O Maranhão não é  mais Brasil ? Ah, claro, pode ser que não mesmo. Vai ver o Sarney já assinou documento se apoderando do Estado e já determinou que fosse um país á parte: o dele. Vai ver que é isso! Temos que ficar de olho, pois tanto o Convento das Mercês, cujo prédio já é tido como pertencente á familia Sarney, quanto o terreno que hoje abriga o galpão onde acontece a feira do Livro, na Praça Maria Aragão, me parecem dois casos evidentes de "grilagem urbana" cometidos pela familia Sarney (em nome do Estado, é claro).  Mas do caso do terreno falaremos em outra oportunidade.  
O caso do Convento das Mercês merece de imediato nossa atenção. Me inquieta o fato de os artistas protestarem contra a mudança de local do Circo da Cidade e não contestarem a utilização do Convento, o dinheiro gasto com mega-shows para se comemorar o aniversário da cidade, o péssimo estado da Escola Modelo, a extinção da galeria Nagy Lajos, a má utilização da Casa do Maranhão, a falta de um transporte decente e seguro entre o cais da Praia Grande , em São Luis, e a cidade de Alcântara. Tanta coisa importante que necessita a população...
 














A quem interessa estudar o acervo doado pelo Sarney, pois se ele mesmo diz que os bens materiais não têm valor. O que deve ser estudada , essa sim, é a personalidade dessa figura dissimulada que entrou na nossa história pela porta dos fundos e hoje se revela doentia na "Coluna do Sarney". 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ainda bem que festa como aquela, só daqui 400 anos

O governo do Estado do Maranhão gastou uma verdadeira fortuna com mega-shows para comemorar os 400 anos da cidade. Mas a cidade não tem sequer uma galeria de Arte. Dessa orgia não ficou nada para São Luis. Nada! Mais uma vez o dinheiro do povo maranhense foi usado para a turma da Roseana Sarney esbaldar-se em festa. Primeiro foi o carnaval no Rio, agora eles tiveram a cara dura de contratar a Osquestra Sinfônica Brasileira ( nada menos !) para servir de bandinha para acompanhar os "cantores" locais. O que se viu, perdoem-me a franqueza,foram os mais medíocres tentando soltar a voz diante de um público enganado que esperava ouvir a OSB tocar Villa Lobos ou Ravel. Ainda bem que "festa igual a esta, só daqui a 400 anos"!

domingo, 30 de setembro de 2012

A falta de profissionalismo é tamanha no Maranhão, que uma simples poda de árvore mostra a desqualificação da mão-de-obra.


Buraquinho vai virar um buracão

Não é preciso ser engenheiro para saber que do jeito que foi feito não vai durar. Por baixo das ruas quatrocentenárias da ciadde de São Luis existem galerias por onde escoam as águas da chuva e dos esgotos. Sob nossos pés estão também as galerias de fiação da Praia Grande (único bairro com iluminação feita através de fios subterrâneos). Quando chegam as chuvas as águas conseguem infiltração entre as pedras e a areia que foi colocada como revestimento por baixo delas escorre deixando as pedras sem "chão", literalmente. Mais chuvas e o buraquinho vira um buracão.

domingo, 16 de setembro de 2012

Emaranhado! Ê Maranhão!


Tenha a santa paciência!

Ele está cada vez pior. Com a idade avançada, com todo o respeito e paciência que tenho para com os idosos, o senhor Sarney está mesmo sofrendo de gloriãtus sumus e está beirando a insanidade de quem quer a todo custo um lugar que na verdade não lhe cabe na nossa história. Mas que o seja já que o dinheiro de nosso suor lhe proporciona momentos de glória e poder e já nem pode mais comprar nossa alforria. O jeito é ter paciência e esperar que ele parta , que deixe o Congresso Nacional, que suma no fumacê que melhor lhe convenha, pois já estamos impacientes pra saber como vai ficar o antro que ele criou depois que  ele deixar o mundo dos mortais e escafeder-se nos Mistérios do Céu ou do Inferno.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Perdoem-me se coloco vocês , mais uma vez , diante da coluna do velhaco, mas é que ele me exaspera. Desta vez (ai minha nossa, é demais!!!), além de dar uma de "boa ovelha" (e olha que as ovelhas são os bichinhos mais burrinhos que existem sobre a Terra) e continuar citando frases de personagens importantes de nossa história (o que ao final só nos faz duvidar de sua capacidade de escrever dele próprio algo que tenha conteudo ), ele termina sua "louvação" á São Luis, pedindo á nós, simples mortais , para "cheirar" a cidade e "louvar"!!! Ele está querendo nos matar sufocados com o cheiro de mijo e de lixo azedo ??? Louvar? Agradecer a "festança" que só vai se repetir daqui a 400 anos??? Socorro!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Kalashnikov !

Desta vez o velhaco extrapolou!!! Além de citar Dostoieviski, dizer que "Deus conduz a humanidade no seu mistério e cabe a nós acreditar", ele afirma que Deus em pessoa vai recebê-lo no céu e pedir que conte histórias do Maranhão!!!! Quem Sarney pensa que é ? Raskolhnikov ?? Mamma mia!!! Noмощь !!!!

domingo, 22 de julho de 2012



Sentimento de emergência é o que encontro nesta  fotografia na qual se vê que um cidadão, em ato de amor e desespero, tenta reconstituir, ainda que precariamente, o patrimônio sofrido dessa cidade.

A antiga sede do jornal O Imparcial, um dos prédios mais antigos do centro histórico de São Luis ( localizado á rua Afonso Pena) está para ser entregue á população, inteiramente restaurado pelo Governo Federal sob os comandos do IPHAN. Hoje pela manhã já foi retirado o tapume de proteção.
Em sua coluna de domingo , a qual eu costumo chamar de "dominguada" (de tão minguado é o conteúdo "literário") , o velho Sarney ultrapassa o cúmulo da hipocrisia, da falta de desconfiômetro e da cara-de-pau. Quem é amigo da onça, do lobão, do carcará e de outros bichos peçonhentos que sujam a imagem do Maranhão? Quem?
Em seu "textículo" Sarney fala de alguns "medicuzinhos", que aqui em meio ao Congresso Nacional de Medicina e diante de tão "poderoso coronel" , não ousariam mesmo falar mal do que viram e sentiram na capital do Maranhão. 
No fundo a "Coluna do Sarney" fala é dele mesmo: o próprio amigo da onça.

domingo, 1 de julho de 2012

Bumba-meu-Boi, cachaça e tradição



O mês de junho é diferente aqui no Maranhão. Enquanto no resto do Brasil o povo homenageia os santos juninos com quadrilhas e comidas típicas, aqui no Maranhão o Bumba-meu-Boi é que dá o tom das festas. São centenas de "batalhões" dos mais diversos sotaques: de zabumba, de orquestra,de matraca...numa profusão de cores e bordados, índias, índios, caboclos, peões . O Bumba-meu-Boi do Maranhão é, sem sombra de dúvidas, a manifestação popular mais impressionante e linda do país. 
Ao mesmo tempo é também a prova de que o povo brasileiro , em matéria de resistência física , é também o povo mais guerreiro. Explicação: durante o mês inteiro de junho, todos os dias, todo santo dia, os "brincantes" de Bumba-meu-Boi entornam litros e mais litros de cahaça, tiquira, cerveja e conhaque de alcatrão e conseguem chegar ao dia de São Marçal, o último do mês, no dia 30 , ainda em pé e sorrindo. Se é feliz, eu não sei. Tenho minhas dúvidas, mas que é engraçado, isso ninguém pode negar.
Nessa foto eu captei o olhar do "caboco" dançando ao som da toada "envoûtante" .Uns diriam que ele está em transe, outros que está "pra lá de Marrakesh". Tanto uma situação quanto a outra não tira o mérito, nem o brilho, nem a beleza dessa festa. Próxima parada , dia 13 de julho para o grande Encontro de Miolos, na Praia Grande.

segunda-feira, 30 de abril de 2012


Meu quadradinho de jardim, em meio ao caos de São Luis, é o que me mantém em paz com a cidade. Da minha porta pra rua eu não me aventuro senão por grande necessidade. Quase me tornei humanofóbica... E sinto portanto saudade de um monte de gente que vive longe, longe nesse Brasil afora e nesse mundo sem fim. No meu quadradinho de quintal eu colho o que planto: limão, goiaba, banana, ata, acerola, côco, mamão, rúcula, beterraba, quiabo, manjericão, amor e alecrim.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Só mesmo alguém com a mente poluída poderia afirmar que as mazelas de São Luis são meras "fofocas" para denegrir a imagem do Estado do Maranhão. O mais impressionante é que o cara que escreve essa coluna é nada mais e nada menos que o presidente do Congresso Nacional. Ele deveria ao menos ter consciência da gravidade do problema e não ficar dizendo que "falam mal" do Maranhão só para sujarem a barra dele e da filha. Francamente!

domingo, 4 de março de 2012

Entre o verde e o oceano
Entre Vênus e marcianos
Entre ver-te e o "eu te amo"
Agora e daqui alguns anos

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CopacabaNice

Entre Nice et le Brésil
Il y a un océan...
Puis le temps...
Qui passe

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tous à la folie

"Dominguada " de carnaval essa do Sarney. Nossa! Além de mais uma vez querer convencer o leitor de sua "erudição" , desta vez ele quer que acreditemos que Roseana Sarney é também a salvadora do Carnaval no Maranhão. Olha ... sem comentários.... É realmente impressionante o tanto que ele, além de tudo, é mau escritor... Leiam! Eu não preciso dizer mais nada. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fecha tudo

Gente... Como é que pode o Maranhão querer chamar turistas se em pleno período de carnaval tudo fecha? A Praia Grande é uma vergonha. Desde sábado que o turista que veio para São Luis não encontra um restaurante aberto ao meio-dia e á noite... só dois e assim mesmo só dá pra comer ouvindo muita zuada. Até os dois pontos de informações turísticas estão fechados - o do município,  na Benedito Leite, e o do Estado, na rua Portugal! Ninguém merece!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Beija-Flor de defunto!

O desfile da Beija-Flor foi uma miscelânea da miséria reinante em São Luis. Alegorias sinistras! 
Samba-enredo repetitivo e chato. Lendas e personagens que merecem mais é o esquecimento. Francamente... Se ganhar é uma pena, mas vai ter mostrado bem a triste realidade dos 400 anos de São Luis.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Privilégios de bandidos

Mais uma vez a mídia brasileira ocupa espaço fazendo de um criminoso a atração principal. Matracagem geral com o julgamento do tal Lindemberg sei lá das quantas que matou a pobre coitada da tal da Eloá, cujos pais permitiram que ela, com apenas doze anos, iniciasse um namoro com um carinha de dezenove. Mais uma vez vai ficar provada a incompetência da nossa polícia e esse gosto de déjà vu nos telejornais. Mês passado foi a vez do "mais procurado traficante do país" ser levado de jatinho fretado diante de um Brasil entorpecido por BBBs e propaganda de cerveja. E vem aí mais um carnaval! Com direito a dinheiro público bancando escola de samba e baile de gala para galos e peruas do staff nacional.

Porcaria de obra


Mais uma reforma feita por funcionários sem qualificação ou por empreiteiros "econômicos": a escadaria da Palma, recentemente recuperada e lavada, não vai demorar muito para parecer ( novamente) um chiqueiro: o esgoto já está transbordando e a nojeira escorrendo bem ao lado do ( também recentemente restaurado) prédio do Museu de Arqueologia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Roupa suja se lava em casa


Mais um carnaval...

  Praia Grande, 10 horas da manhã.
 Em meio ao lixo crônico da rua da Palma, o tumulto.


Três bandidos presos no camburão.
Curiosos tentam ver a cara deles através do vidro fumê da viatura.

Da rua dava pra ouvir os gritos do quarto marginal lá dentro no casarão em ruínas.
Dava pra ouvir também os gritos e as pancadas dos policiais:
_ Pah! Fala vagabundo, onde foi que você jogou os celulares que vocês roubaram? Fala, seu fi d'uma égua!!! Pah!

Uma das vítimas abre o porta-malas para reconhecer quem o assaltou.
_ Foi você , né seu filho da puta, que me ameaçou com a faca, não foi seu merda??
Para minha surpresa (e tristeza, devo dizer) o assaltante é o filho de uma vizinha (a tal que adora ouvir musica baixaria a todo volume) e só tem 15 anos de idade.


A polícia encontra os celulares que foram jogados no matagal da casa abandonada. 
O quarto elemento é empurrado para dentro do camburão e ameaça uma das vítimas.

E assim começa mais um carnaval...



domingo, 12 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Greve da Polícia Militar na Bahia


O carnaval na Bahia pode não acontecer esse ano por causa da greve da polícia militar. Desde o começo dessa greve contabiliza-se mais de cem assassinatos. Acampados diante da Assembléia Legislativa, em Salvador, os policiais grevistas gritam: Ô, ô, ô, o carnaval acabou!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Típica cena brasileira


Arroz, feijão , batata baroa, carne assada, chuchu e guaraná.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

domingo, 25 de dezembro de 2011

Não se festeja mais Natal como antigamente...

Noite de Natal ... Imagina-se uma celebração em família, música natalina, crianças á espera dos presentes do Papai Noël... Mas não... As coisas mudaram.... E como mudaram... Essa noite toda a minha rua foi obrigada a ouvir música de péssima qualidade,  a todo volume, que uma família de "ocupantes" cuspia pelos potentes auto-falantes da radiola do carro estacionado com o porta- malas aberto na garagem deles. Muita cachaça e cerveja regava a "alegria" dessa turma que em nenhum momento abaixou o volume pensando na vizinha idosa e doente da casa em frente nem nas crianças das casas ao lado... As letras das músicas, de um primitivismo chocante ( "Bota na bochecha", "segura na varinha", "arranca minha calcinha"...) evidenciavam o nível intelectual dos festeiros. E dá-lhe de cerveja! "Beber até cair".
As quatro da manhã meu filho veio me dizer que não conseguia dormir. Claro! Eu também não conseguia. O som invadia a casa como se a radiola estivesse na minha sala. Eu pensava: será que eu vou ter que ir lá pra pedir pra eles abaixarem um pouco esse som? Por que os outros vizinhos não fazem isso? Ninguém reage?! Por que aceitam esse abuso de decibéis? Será que têm medo dessa gente? O rapaz do som ensurdecedor foi preso na semana passada por ter assaltado uma senhora usando uma faca em plena luz do dia. A senhora o reconheceu e veio com a polícia até a casa dele. Foi pego em flagrante com a faca e os pertences da vítima e levado algemado.  O rapaz só tem dezessete anos.
Há cinco anos eu venho percebendo que o rapaz estava bandiando pro lado errado. Sentia muito por ele. Lembrava dele ainda pequeno quando viemos morar aqui nessa casa. Já naquela época ele demonstrava um ladinho perverso... Naquela época nós o flagramos furando os pneus de todos os carros da rua com um canivete e a reação dele foi mandar meu marido tomar naquele lugar. Coitado! Não tinha educação e percebia-se que o nível de instrução dos pais dele também era redondo feito um fiofó. Mas era uma criança e o que eu poderia fazer era sempre que possível cumprimentá-lo com bons dias e boas tardes e falar sobre o tempo ou  "como vai na escola?"...
Baseada nessa relação de cordialidade que sempre mantive com ele , com a mãe dele, com o irmão e com a irmã, eu resolvi ir pedir a eles que abaixassem o som.  Eram quatro e meia da manhã. Destranquei minha casa e fui até lá. O som era realmente ensurdecedor. A radiola chegava a tremer. Ele, o irmão, o pai (que nunca me respondeu a um bom dia) e uma mulher que eu nunca tinha visto antes , estavam ali bebendo e movimentando o corpo numa espécie de dança de surdos. Quando o irmão dele me viu chegar já foi logo gritando comigo:
_ Ah não vem não que hoje é Natal!
_Justamen..., tentei dizer.
_ Não vem não! Eu tô na minha casa e faço o que eu quiser! me gritava ele na minha cara, eu do lado fora e ele do outro lado  do portão. ( a casa não é deles, eles moram e em troca tomam conta da casa para os verdadeiros donos).
Tentei dizer pra ele que o fato dele estar "na casa dele" também não dava a ele o direito de obrigar a vizinhança toda a ouvir a música dele. O som não estava mais só na casa dele. O bairro inteiro ouvia. Mas ele gritava e gesticulava como se fosse pular o portão e me bater.
Eu dizia: "moço,  não é porque é Natal que vocês têm direito de colocar o som nessa altura? São quatro e meia da manhã!". Ele gritava e dizia que eu fosse dar queixa na delegacia. 
A impunidade é tamanha que infratores fazem questão de mandar a gente procurar a justiça. 
Ele gritou tanto comigo que eu perdi as estribeiras e tentei puxar a orelha dele enfiando meu braço pela grade do portão. No que ele me ameaçou. Eu respirei fundo e antes de cometer uma insanidade, virei as costas e voltei pra casa decidida a ir á delegacia. Mas era noite de Natal! Tudo que eu queria era ficar tranquila em casa com meus filhos e meu marido que chegou na madrugada de ontem vindo de doze horas de ônibus de Parnaíba depois de cinco dias de trabalho intenso. Ele também não conseguiu dormir e hoje cedo, em pleno domingo de Natal, já foi pro batente levando turistas para Alcântara. 
Mas o carinha estava decidido dali pra frente a amanhecer o dia com o som nas alturas só para provar sei lá o quê. Pra mim só provou  sofrer da pior das doenças sociais: a ignorância.
E contra a ignorância não há remédio a não ser a adesão: a gente se fazer de ignorante também e aceitar a situação. Ah! Mas ai é tortura, é o mesmo que se violentar.
Tentei então fazer a minha parte e liguei para a polícia. A policial que me atendeu me confirmou que a lei do silêncio é válida também para as noites de Natal e que ninguém tem direito de perturbar a paz urbana. As seis eu liguei outra vez para a polícia. Me deram um número de protocolo.  Mas viatura alguma veio. O som rolou até as oito da manhã... daquele jeito ! no máximo! 
O rapaz  também ligou pra polícia e disse que eu o havia agredido e que eu era detestada pela rua inteira. Pra uns eu sou uma "vagabunda" que insiste que a rua fique limpa e que as pessoas só coloquem seus lixos na calçada perto da hora da passagem do caminhão que recolhe. Para outros meu problema é o mesmo: eu sempre peço que abaixem o som se isso estiver me incomodando muito. Para um outro eu sou intransigente porque  não o permiti colocar ferros de frente á minha casa para ele guardar uma vaga permanente para o carro da namorada. Outro porque eu não deixo que ele estacione a moto dele na minha calçada, que já é estreita. Moto não se estaciona em calçada! Eu já abri mão da vaga de frente á minha garagem por que eu não tenho carro. Mas ninguém entende que de frente a uma garagem não é permitido estacionar e que eu não tenho carro mas tenho o direito de usar minha garagem . Olha... é cansativo viver em um país onde o certo é errado e a ignorância impera. O que fazer? Eu sou brasileira e tudo que eu mais quero é ver meu país alcançar para um nível legal de sabedoria na convivência social onde as pessoas respeitem os direitos de cada um . Mas tá difícil ! Moral da história : eu deveria ter ficado na minha, mesmo sem conseguir dormir e no dia seguinte dar bom dia pro vizinho que me tirou o sono e que não hesitaria um instante em fazer isso todos os fins de semana. Agora eu tenho que conviver com o risco dele, ou da mãe dele (tão ignorante quanto ele) de me acertarem um "cascudo" como ela já anunciou bem alto para que eu e todos escutassem. Agora corro o risco de ser insultada a cada vez que eu passar pela porta da casa que eles ocupam. Onde está o erro? Eu devo aceitar que joguem o lixo nas ruas, que estacionem de frente á minha garagem, que coloquem a musica alta bem na minha janela que me impede ate´de ouvir minha televisão ou falar ao telefone ,que eu permita que me xinguem toda porque tem uma moto que estacionaram na minha calçada impedindo a passagem das pessoas e eu levar a culpa? Tem alguma coisa errada... "Sou eu o bárbaro", já dizia Rousseau. Pois nesse Natal, foi o "espírito  do porco" que baixou e não o espírito natalino!