domingo, 30 de setembro de 2012

A falta de profissionalismo é tamanha no Maranhão, que uma simples poda de árvore mostra a desqualificação da mão-de-obra.


Buraquinho vai virar um buracão

Não é preciso ser engenheiro para saber que do jeito que foi feito não vai durar. Por baixo das ruas quatrocentenárias da ciadde de São Luis existem galerias por onde escoam as águas da chuva e dos esgotos. Sob nossos pés estão também as galerias de fiação da Praia Grande (único bairro com iluminação feita através de fios subterrâneos). Quando chegam as chuvas as águas conseguem infiltração entre as pedras e a areia que foi colocada como revestimento por baixo delas escorre deixando as pedras sem "chão", literalmente. Mais chuvas e o buraquinho vira um buracão.

domingo, 16 de setembro de 2012

Emaranhado! Ê Maranhão!


Tenha a santa paciência!

Ele está cada vez pior. Com a idade avançada, com todo o respeito e paciência que tenho para com os idosos, o senhor Sarney está mesmo sofrendo de gloriãtus sumus e está beirando a insanidade de quem quer a todo custo um lugar que na verdade não lhe cabe na nossa história. Mas que o seja já que o dinheiro de nosso suor lhe proporciona momentos de glória e poder e já nem pode mais comprar nossa alforria. O jeito é ter paciência e esperar que ele parta , que deixe o Congresso Nacional, que suma no fumacê que melhor lhe convenha, pois já estamos impacientes pra saber como vai ficar o antro que ele criou depois que  ele deixar o mundo dos mortais e escafeder-se nos Mistérios do Céu ou do Inferno.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Perdoem-me se coloco vocês , mais uma vez , diante da coluna do velhaco, mas é que ele me exaspera. Desta vez (ai minha nossa, é demais!!!), além de dar uma de "boa ovelha" (e olha que as ovelhas são os bichinhos mais burrinhos que existem sobre a Terra) e continuar citando frases de personagens importantes de nossa história (o que ao final só nos faz duvidar de sua capacidade de escrever dele próprio algo que tenha conteudo ), ele termina sua "louvação" á São Luis, pedindo á nós, simples mortais , para "cheirar" a cidade e "louvar"!!! Ele está querendo nos matar sufocados com o cheiro de mijo e de lixo azedo ??? Louvar? Agradecer a "festança" que só vai se repetir daqui a 400 anos??? Socorro!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Kalashnikov !

Desta vez o velhaco extrapolou!!! Além de citar Dostoieviski, dizer que "Deus conduz a humanidade no seu mistério e cabe a nós acreditar", ele afirma que Deus em pessoa vai recebê-lo no céu e pedir que conte histórias do Maranhão!!!! Quem Sarney pensa que é ? Raskolhnikov ?? Mamma mia!!! Noмощь !!!!

domingo, 22 de julho de 2012



Sentimento de emergência é o que encontro nesta  fotografia na qual se vê que um cidadão, em ato de amor e desespero, tenta reconstituir, ainda que precariamente, o patrimônio sofrido dessa cidade.

A antiga sede do jornal O Imparcial, um dos prédios mais antigos do centro histórico de São Luis ( localizado á rua Afonso Pena) está para ser entregue á população, inteiramente restaurado pelo Governo Federal sob os comandos do IPHAN. Hoje pela manhã já foi retirado o tapume de proteção.
Em sua coluna de domingo , a qual eu costumo chamar de "dominguada" (de tão minguado é o conteúdo "literário") , o velho Sarney ultrapassa o cúmulo da hipocrisia, da falta de desconfiômetro e da cara-de-pau. Quem é amigo da onça, do lobão, do carcará e de outros bichos peçonhentos que sujam a imagem do Maranhão? Quem?
Em seu "textículo" Sarney fala de alguns "medicuzinhos", que aqui em meio ao Congresso Nacional de Medicina e diante de tão "poderoso coronel" , não ousariam mesmo falar mal do que viram e sentiram na capital do Maranhão. 
No fundo a "Coluna do Sarney" fala é dele mesmo: o próprio amigo da onça.

domingo, 1 de julho de 2012

Bumba-meu-Boi, cachaça e tradição



O mês de junho é diferente aqui no Maranhão. Enquanto no resto do Brasil o povo homenageia os santos juninos com quadrilhas e comidas típicas, aqui no Maranhão o Bumba-meu-Boi é que dá o tom das festas. São centenas de "batalhões" dos mais diversos sotaques: de zabumba, de orquestra,de matraca...numa profusão de cores e bordados, índias, índios, caboclos, peões . O Bumba-meu-Boi do Maranhão é, sem sombra de dúvidas, a manifestação popular mais impressionante e linda do país. 
Ao mesmo tempo é também a prova de que o povo brasileiro , em matéria de resistência física , é também o povo mais guerreiro. Explicação: durante o mês inteiro de junho, todos os dias, todo santo dia, os "brincantes" de Bumba-meu-Boi entornam litros e mais litros de cahaça, tiquira, cerveja e conhaque de alcatrão e conseguem chegar ao dia de São Marçal, o último do mês, no dia 30 , ainda em pé e sorrindo. Se é feliz, eu não sei. Tenho minhas dúvidas, mas que é engraçado, isso ninguém pode negar.
Nessa foto eu captei o olhar do "caboco" dançando ao som da toada "envoûtante" .Uns diriam que ele está em transe, outros que está "pra lá de Marrakesh". Tanto uma situação quanto a outra não tira o mérito, nem o brilho, nem a beleza dessa festa. Próxima parada , dia 13 de julho para o grande Encontro de Miolos, na Praia Grande.

segunda-feira, 30 de abril de 2012


Meu quadradinho de jardim, em meio ao caos de São Luis, é o que me mantém em paz com a cidade. Da minha porta pra rua eu não me aventuro senão por grande necessidade. Quase me tornei humanofóbica... E sinto portanto saudade de um monte de gente que vive longe, longe nesse Brasil afora e nesse mundo sem fim. No meu quadradinho de quintal eu colho o que planto: limão, goiaba, banana, ata, acerola, côco, mamão, rúcula, beterraba, quiabo, manjericão, amor e alecrim.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Só mesmo alguém com a mente poluída poderia afirmar que as mazelas de São Luis são meras "fofocas" para denegrir a imagem do Estado do Maranhão. O mais impressionante é que o cara que escreve essa coluna é nada mais e nada menos que o presidente do Congresso Nacional. Ele deveria ao menos ter consciência da gravidade do problema e não ficar dizendo que "falam mal" do Maranhão só para sujarem a barra dele e da filha. Francamente!

domingo, 4 de março de 2012

Entre o verde e o oceano
Entre Vênus e marcianos
Entre ver-te e o "eu te amo"
Agora e daqui alguns anos

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CopacabaNice

Entre Nice et le Brésil
Il y a un océan...
Puis le temps...
Qui passe

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tous à la folie

"Dominguada " de carnaval essa do Sarney. Nossa! Além de mais uma vez querer convencer o leitor de sua "erudição" , desta vez ele quer que acreditemos que Roseana Sarney é também a salvadora do Carnaval no Maranhão. Olha ... sem comentários.... É realmente impressionante o tanto que ele, além de tudo, é mau escritor... Leiam! Eu não preciso dizer mais nada. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fecha tudo

Gente... Como é que pode o Maranhão querer chamar turistas se em pleno período de carnaval tudo fecha? A Praia Grande é uma vergonha. Desde sábado que o turista que veio para São Luis não encontra um restaurante aberto ao meio-dia e á noite... só dois e assim mesmo só dá pra comer ouvindo muita zuada. Até os dois pontos de informações turísticas estão fechados - o do município,  na Benedito Leite, e o do Estado, na rua Portugal! Ninguém merece!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Beija-Flor de defunto!

O desfile da Beija-Flor foi uma miscelânea da miséria reinante em São Luis. Alegorias sinistras! 
Samba-enredo repetitivo e chato. Lendas e personagens que merecem mais é o esquecimento. Francamente... Se ganhar é uma pena, mas vai ter mostrado bem a triste realidade dos 400 anos de São Luis.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Privilégios de bandidos

Mais uma vez a mídia brasileira ocupa espaço fazendo de um criminoso a atração principal. Matracagem geral com o julgamento do tal Lindemberg sei lá das quantas que matou a pobre coitada da tal da Eloá, cujos pais permitiram que ela, com apenas doze anos, iniciasse um namoro com um carinha de dezenove. Mais uma vez vai ficar provada a incompetência da nossa polícia e esse gosto de déjà vu nos telejornais. Mês passado foi a vez do "mais procurado traficante do país" ser levado de jatinho fretado diante de um Brasil entorpecido por BBBs e propaganda de cerveja. E vem aí mais um carnaval! Com direito a dinheiro público bancando escola de samba e baile de gala para galos e peruas do staff nacional.

Porcaria de obra


Mais uma reforma feita por funcionários sem qualificação ou por empreiteiros "econômicos": a escadaria da Palma, recentemente recuperada e lavada, não vai demorar muito para parecer ( novamente) um chiqueiro: o esgoto já está transbordando e a nojeira escorrendo bem ao lado do ( também recentemente restaurado) prédio do Museu de Arqueologia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Roupa suja se lava em casa


Mais um carnaval...

  Praia Grande, 10 horas da manhã.
 Em meio ao lixo crônico da rua da Palma, o tumulto.


Três bandidos presos no camburão.
Curiosos tentam ver a cara deles através do vidro fumê da viatura.

Da rua dava pra ouvir os gritos do quarto marginal lá dentro no casarão em ruínas.
Dava pra ouvir também os gritos e as pancadas dos policiais:
_ Pah! Fala vagabundo, onde foi que você jogou os celulares que vocês roubaram? Fala, seu fi d'uma égua!!! Pah!

Uma das vítimas abre o porta-malas para reconhecer quem o assaltou.
_ Foi você , né seu filho da puta, que me ameaçou com a faca, não foi seu merda??
Para minha surpresa (e tristeza, devo dizer) o assaltante é o filho de uma vizinha (a tal que adora ouvir musica baixaria a todo volume) e só tem 15 anos de idade.


A polícia encontra os celulares que foram jogados no matagal da casa abandonada. 
O quarto elemento é empurrado para dentro do camburão e ameaça uma das vítimas.

E assim começa mais um carnaval...



domingo, 12 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Greve da Polícia Militar na Bahia


O carnaval na Bahia pode não acontecer esse ano por causa da greve da polícia militar. Desde o começo dessa greve contabiliza-se mais de cem assassinatos. Acampados diante da Assembléia Legislativa, em Salvador, os policiais grevistas gritam: Ô, ô, ô, o carnaval acabou!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Típica cena brasileira


Arroz, feijão , batata baroa, carne assada, chuchu e guaraná.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

domingo, 25 de dezembro de 2011

Não se festeja mais Natal como antigamente...

Noite de Natal ... Imagina-se uma celebração em família, música natalina, crianças á espera dos presentes do Papai Noël... Mas não... As coisas mudaram.... E como mudaram... Essa noite toda a minha rua foi obrigada a ouvir música de péssima qualidade,  a todo volume, que uma família de "ocupantes" cuspia pelos potentes auto-falantes da radiola do carro estacionado com o porta- malas aberto na garagem deles. Muita cachaça e cerveja regava a "alegria" dessa turma que em nenhum momento abaixou o volume pensando na vizinha idosa e doente da casa em frente nem nas crianças das casas ao lado... As letras das músicas, de um primitivismo chocante ( "Bota na bochecha", "segura na varinha", "arranca minha calcinha"...) evidenciavam o nível intelectual dos festeiros. E dá-lhe de cerveja! "Beber até cair".
As quatro da manhã meu filho veio me dizer que não conseguia dormir. Claro! Eu também não conseguia. O som invadia a casa como se a radiola estivesse na minha sala. Eu pensava: será que eu vou ter que ir lá pra pedir pra eles abaixarem um pouco esse som? Por que os outros vizinhos não fazem isso? Ninguém reage?! Por que aceitam esse abuso de decibéis? Será que têm medo dessa gente? O rapaz do som ensurdecedor foi preso na semana passada por ter assaltado uma senhora usando uma faca em plena luz do dia. A senhora o reconheceu e veio com a polícia até a casa dele. Foi pego em flagrante com a faca e os pertences da vítima e levado algemado.  O rapaz só tem dezessete anos.
Há cinco anos eu venho percebendo que o rapaz estava bandiando pro lado errado. Sentia muito por ele. Lembrava dele ainda pequeno quando viemos morar aqui nessa casa. Já naquela época ele demonstrava um ladinho perverso... Naquela época nós o flagramos furando os pneus de todos os carros da rua com um canivete e a reação dele foi mandar meu marido tomar naquele lugar. Coitado! Não tinha educação e percebia-se que o nível de instrução dos pais dele também era redondo feito um fiofó. Mas era uma criança e o que eu poderia fazer era sempre que possível cumprimentá-lo com bons dias e boas tardes e falar sobre o tempo ou  "como vai na escola?"...
Baseada nessa relação de cordialidade que sempre mantive com ele , com a mãe dele, com o irmão e com a irmã, eu resolvi ir pedir a eles que abaixassem o som.  Eram quatro e meia da manhã. Destranquei minha casa e fui até lá. O som era realmente ensurdecedor. A radiola chegava a tremer. Ele, o irmão, o pai (que nunca me respondeu a um bom dia) e uma mulher que eu nunca tinha visto antes , estavam ali bebendo e movimentando o corpo numa espécie de dança de surdos. Quando o irmão dele me viu chegar já foi logo gritando comigo:
_ Ah não vem não que hoje é Natal!
_Justamen..., tentei dizer.
_ Não vem não! Eu tô na minha casa e faço o que eu quiser! me gritava ele na minha cara, eu do lado fora e ele do outro lado  do portão. ( a casa não é deles, eles moram e em troca tomam conta da casa para os verdadeiros donos).
Tentei dizer pra ele que o fato dele estar "na casa dele" também não dava a ele o direito de obrigar a vizinhança toda a ouvir a música dele. O som não estava mais só na casa dele. O bairro inteiro ouvia. Mas ele gritava e gesticulava como se fosse pular o portão e me bater.
Eu dizia: "moço,  não é porque é Natal que vocês têm direito de colocar o som nessa altura? São quatro e meia da manhã!". Ele gritava e dizia que eu fosse dar queixa na delegacia. 
A impunidade é tamanha que infratores fazem questão de mandar a gente procurar a justiça. 
Ele gritou tanto comigo que eu perdi as estribeiras e tentei puxar a orelha dele enfiando meu braço pela grade do portão. No que ele me ameaçou. Eu respirei fundo e antes de cometer uma insanidade, virei as costas e voltei pra casa decidida a ir á delegacia. Mas era noite de Natal! Tudo que eu queria era ficar tranquila em casa com meus filhos e meu marido que chegou na madrugada de ontem vindo de doze horas de ônibus de Parnaíba depois de cinco dias de trabalho intenso. Ele também não conseguiu dormir e hoje cedo, em pleno domingo de Natal, já foi pro batente levando turistas para Alcântara. 
Mas o carinha estava decidido dali pra frente a amanhecer o dia com o som nas alturas só para provar sei lá o quê. Pra mim só provou  sofrer da pior das doenças sociais: a ignorância.
E contra a ignorância não há remédio a não ser a adesão: a gente se fazer de ignorante também e aceitar a situação. Ah! Mas ai é tortura, é o mesmo que se violentar.
Tentei então fazer a minha parte e liguei para a polícia. A policial que me atendeu me confirmou que a lei do silêncio é válida também para as noites de Natal e que ninguém tem direito de perturbar a paz urbana. As seis eu liguei outra vez para a polícia. Me deram um número de protocolo.  Mas viatura alguma veio. O som rolou até as oito da manhã... daquele jeito ! no máximo! 
O rapaz  também ligou pra polícia e disse que eu o havia agredido e que eu era detestada pela rua inteira. Pra uns eu sou uma "vagabunda" que insiste que a rua fique limpa e que as pessoas só coloquem seus lixos na calçada perto da hora da passagem do caminhão que recolhe. Para outros meu problema é o mesmo: eu sempre peço que abaixem o som se isso estiver me incomodando muito. Para um outro eu sou intransigente porque  não o permiti colocar ferros de frente á minha casa para ele guardar uma vaga permanente para o carro da namorada. Outro porque eu não deixo que ele estacione a moto dele na minha calçada, que já é estreita. Moto não se estaciona em calçada! Eu já abri mão da vaga de frente á minha garagem por que eu não tenho carro. Mas ninguém entende que de frente a uma garagem não é permitido estacionar e que eu não tenho carro mas tenho o direito de usar minha garagem . Olha... é cansativo viver em um país onde o certo é errado e a ignorância impera. O que fazer? Eu sou brasileira e tudo que eu mais quero é ver meu país alcançar para um nível legal de sabedoria na convivência social onde as pessoas respeitem os direitos de cada um . Mas tá difícil ! Moral da história : eu deveria ter ficado na minha, mesmo sem conseguir dormir e no dia seguinte dar bom dia pro vizinho que me tirou o sono e que não hesitaria um instante em fazer isso todos os fins de semana. Agora eu tenho que conviver com o risco dele, ou da mãe dele (tão ignorante quanto ele) de me acertarem um "cascudo" como ela já anunciou bem alto para que eu e todos escutassem. Agora corro o risco de ser insultada a cada vez que eu passar pela porta da casa que eles ocupam. Onde está o erro? Eu devo aceitar que joguem o lixo nas ruas, que estacionem de frente á minha garagem, que coloquem a musica alta bem na minha janela que me impede ate´de ouvir minha televisão ou falar ao telefone ,que eu permita que me xinguem toda porque tem uma moto que estacionaram na minha calçada impedindo a passagem das pessoas e eu levar a culpa? Tem alguma coisa errada... "Sou eu o bárbaro", já dizia Rousseau. Pois nesse Natal, foi o "espírito  do porco" que baixou e não o espírito natalino!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A autoestima do Sarney


A cada dia o ego desse senhor desembesta. A cada dia ele tenta convencer o leitor de seu jornal de que ele e sua filha são os salvadores da pátria! Salvadores da pátria e do Maranhão! Tanto um quanto o outro devem muito aos Sarney. Sim! Muito! E como devem! Devem a alma, por não terem ambos se dado conta do quão  nefastas são essas pessoas e suas influências sobre a população. 
Eu sinto pena dele ... e dela... Dele porque é um homem eminentemente insignificante que conseguiu a proeza de se destacar em meio á política de um país que se deixou levar pelas circunstâncias. Aos oitenta e tantos anos, ele deve olhar para trás e sentir um calafrio danado percorrer suas entranhas, pois afinal sua vida toda foi baseada na mentira, na corrupção, na fome de poder, no vazio e no jogo infame para os quais são arrastados os homens que , no fundo de suas almas podres, sonham em ser reis, sem possuir a verdade necessária. Sinto pena dele , que talvez tivesse mesmo desejado ter sido artista ao invés de impostor.
Dela eu sinto pena porque foi criada por ele para ser o que ele queria que ela fosse: a filha do poderoso chefão, a mimada Roseana, do rosto carcomido pela acne impiedosa, a política sem estudos , sem vocabulário. A "filhinha do papai" , de um pai que traçou planos no submundo do poder subjugando amigos e adversários causando medo á gente mais humilde que o tem como homem letrado. Imaginem, até como membro da Academia Brasileira de Letras ele conseguiu se eleger! Mas isso são coisas de um país até ainda pouco , em sua maioria,  analfabeto.
Então, cheio de prepotência ele recusa os resultados de estudos de gente séria e competente. Para ele o IDH que apresenta o Maranhão diante do mundo inteiro "nada tem de valor". E vem, na maior safadeza, falar do PIB (produto interno bruto). Esse sim é que é um índice dos mais fictícios, pois a repartição da renda , todos nós sabemos, não é feita de maneira igualitária.
Em sua coluna "dominguada" , mais uma vez o José de Ribamar se coloca no papel de vítima ao rejeitar as críticas feitas ao Estado do Maranhão como unidade da Federação. A última! A mais miserável ! Ele tenta nos convencer de que essa situação é culpa dos outros políticos que conseguiram , á duras penas e graças ao voto do povo, chegar ao comando do estado. Diz que tentam a todo custo denegrir a imagem do Maranhão... Que os investidores estão abandonando o estado por causa do que andam dizendo sobre a miséria do Maranhão... Senhor Sarney, quem vem aqui sabe que a maioria da população é contra a sua oligarquia e não é possível mais tapar o sol com a peneira: a sujeira e o mau cheiro nas ruas de São Luis (espalhados por todas as cidades do interior desse estado) é reflexo do Índice de Desenvolvimento Humano do maranhense , sim senhor. Desenvolvimento esse que o senhor e sua família sempre mantiveram lá embaixo para poder vocês ficarem lá em cima, reis e donos do Maranhão. Não é uma cabeça de burro que está enterrada aqui e sim a autoestima do povo maranhense.
Infelizmente notei que aqui, as cabeças pensantes não podem muita coisa contra o senhor. A maioria me conta que nasceu aqui, cresceu jogando bola e mais tarde se divertindo de maneira mais ilícita com seus filhos. Os pais , com certeza,  devem favores ao senhor,  e por ai vai... Então... fica difícil, como bem disse a repórter do SBT, quando se tem o rabo preso. 
Eu faço questão de publicar sua coluna. É uma maneira das pessoas fazerem uma releitura do que o senhor escreve. É inclusive uma maneira de mostrar que como escritor o senhor é excelente picareta.
Mas isso não vem ao caso.  O importante é que a greve das polícias chegou ao fim. Quem sabe assim a imagem do Maranhão vai ganhar cara nova... quando as polícias colocarem atrás das grades os verdadeiros malfeitores desse Estado.

Presidenta Dilma, com todo o respeito: o Maranhão precisa respirar !

domingo, 4 de dezembro de 2011

Historiador desafia Sarney a testar 'imagem' nas ruas



O historiador Marco Antonio Villa, em artigo incisivo publicado hoje (29) no jornal O Globo, traça um perfil sem maquiagem do presidente do Senado, José Sarney, e o desafia a testar sua imagem caminhando sozinho pelas ruas das principais cidades do Brasil. Leia o artigo:
A face do poder: um retrato de Sarney

MARCO ANTONIO VILLA*
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro. Começou jovem na política, conduzido pelo pai. Aos 35 anos resolveu mudar de nome. Tinha acabado de ser eleito governador do seu estado. Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome. Virou, da noite para o dia, José Sarnei Costa. O Costa logo foi esquecido e o Sarnei, já nos anos 80, ganhou um "y" no lugar do "i". Dava um ar de certa nobreza.

Na história republicana, não há personagem que se aproxime do seu perfil. Muitos tiveram poder. Pinheiro Machado, na I República, durante uma década, foi considerado o fazedor de presidentes. Contudo, tinha restrita influência na política do seu estado, o Rio Grande do Sul. E não teve na administração federal ministros da sua cota pessoal. Durante o populismo, as grandes lideranças lutavam para deter o Poder Executivo. Os mais conhecidos (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, entre outros), mesmo quando eleitos para o Congresso Nacional, pouco se interessavam pela rotina legislativa. Assim como não exigiram ministérios, nem a nomeação de parentes e apaniguados.
Mas com José Ribamar Costa, hoje conhecido como José Sarney, tudo foi – e é – muito diferente. Usou o poder central para apresar o "seu" Maranhão. E o fez desde os anos 1960. Apoiou o golpe de 1964, mesmo tendo apoiado até a última hora o presidente deposto. Em 1965, foi eleito governador e, em 1970, escolhido senador. Durante o regime militar priorizou seus interesses paroquiais. Nunca se manifestou contra as graves violações aos direitos humanos, assim como sobre a implacável censura.
Foi um senador "do sim". Obediente, servil. Presidiu o PDS e lutou contra as diretas já. No dia seguinte à derrota da Emenda Dante de Oliveira – basta consultar os jornais da época – enviou um telegrama de felicitações ao deputado Paulo Maluf – que articulava sua candidatura à sucessão do general Figueiredo – saudando o fracasso do restabelecimento das eleições diretas para presidente. Meses depois, foi imposto pela Frente Liberal como o candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Democrática. Tancredo Neves recebeu com desagrado a indicação. Lembrava que, em 1983, em fevereiro, quando se despediu do Senado para assumir o governo de Minas Gerais, no pronunciamento que fez naquela Casa, o único senador que o criticou foi justamente Ribamar Costa. Mas teve de engolir a imposição, pois sem os votos dos dissidentes não teria condições de vencer no Colégio Eleitoral.
Em abril de 1985, o destino pregou mais uma das suas peças: Tancredo morreu. A Presidência caiu no colo de Ribamar Costa. Foram cinco longos anos. Conduziu pessimamente a transição. Teve medo de enfrentar as mazelas do regime militar – também pudera: era parte daquele passado. Rompeu o acordo de permanecer 4 anos na Presidência. Coagiu – com a entrega de centenas de concessões de emissoras de rádio e televisão – os constituintes para obter mais um ano de mandato. Implantou três planos de estabilização: todos fracassados. Desorganizou a economia do país. Entregou o governo com uma inflação mensal (é mensal mesmo, leitor), em março de 1990, de 84%. Em 1989, a inflação anual foi de 1.782%. Isso mesmo: 1.782%!
A impopularidade do presidente tinha alcançado tal patamar que nenhum dos candidatos na eleição de 1989 – e foram 22 – quis ter o seu apoio. O esporte nacional era atacar Ribamar Costa. Temendo eventuais processos, buscou a imunidade parlamentar. Candidatou-se ao Senado. Mas tinha um problema: pelo Maranhão dificilmente seria eleito. Acabou escolhendo um estado recém-criado: o Amapá. Lá, eram 3 vagas em jogo – no Maranhão, era somente uma. Não tinha qualquer ligação com o novo estado. Era puro oportunismo. Rasgou a lei que determina que o representante estadual no Senado tenha residência no estado. Todo mundo sabe que ele mora em São Luís e não em Macapá. E dá para contar nos dedos de uma das mãos suas visitas ao estado que "representa". O endereço do registro da candidatura é fictício? É um caso de falsidade ideológica? Por que será que o TRE do Amapá não abre uma sindicância (um processo ou algo que o valha) sobre o "domicílio eleitoral" do senador?
Espertamente, desde 2002, estabeleceu estreita aliança com Lula. Nunca teve tanto poder. Passou a mandar mais do que na época que foi presidente. Chegou até a anular a eleição do seu adversário (Jackson Lago) para o governo do Maranhão. Indicou ministros, pressionou funcionários, fez o que quis. Recentemente, elegeu-se duas vezes para a presidência do Senado. Suas gestões foram marcadas por acusações de corrupção, filhotismo e empreguismo desenfreado. Ficaram famosos os atos secretos, repletos de imoralidade administrativa.
O mais fantástico é que em meio século de vida pública não é possível identificar uma realização, uma importante ação, nada, absolutamente nada. O seu grande "feito" foi ter transformado o Maranhão no estado mais pobre do país. Os indicadores sociais são péssimos. Os municípios lideram a lista dos piores IDHs do Brasil. Esta é a verdadeira face do poder de Ribamar Costa. Como em uma ópera-bufa, agora resolveu maquiar a sua imagem. Patrocinou, com dinheiro público, uma pesquisa para saber como anda seu prestígio político. Não, senador. Faça outra pesquisa, muito mais barata. Caminhe sozinho, sem os seus truculentos guarda-costas, por uma rua central do Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília. E verá como anda sua popularidade. Tem coragem?
(Publicado em 29.11.2011, em O Globo)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Uma vergonha chamada Sarney

A “dominguada” do Sarney desse 20 de novembro de 2011 é daquelas! Quem lê fica estarrecido diante de tamanha cara-de-pau. O cara é político há duzentos anos, senador e presidente do congresso nacional há meio século... Já foi “presidente” do Brasil ... e ainda escreve dessa maneira repugnante? Fala sério! Ele começa sua “coluna” (dele mesmo, pois o jornal também é dele!) dizendo que proferiu um discurso no senado com os índices da violência publicados em relatório da ONU e ele se diz espantado com o que leu, pois leu que no Brasil 37 pessoas  de cada 100 mil habitantes morrem assassinadas. Um dos índices mais altos do mundo. Ele só ficou sabendo disso agora?
O "honorável" sai divagando sobre a situação, citando a lei Fleury (que é realmente a porcaria da lei que permite assassino responder em liberdade), cita a constituição de 88, fala do caso Pimenta/Gomide, se compadece da dor das mães que perdem os filhos vítimas da violência no Brasil... E quase prega a pena de morte. Dá um show de velhacaria, mais uma vez!
Oras pelotas! Isso lá são falas de quem está no poder há séculos assistindo á tudo isso sem nunca ter feito nada para reverter a situação?  Não, um político de verdade, um senador da República, no mais alto posto do senado brasileiro, deveria ter acabado com isso faz  tempo. Deveria era usar seu título para impor ao congresso medidas justas, dar exemplo, fazer a coisa certa pelo bem do povo brasileiro.
Mas não... Durante todos esses anos ele “jogou”, blefou, ganhou, se deu bem, conchavou,  manipulou, extraviou, usurpou, mandou e desmandou e ainda envergonha nosso país...
Não, um presidente de senado que depois de tantos anos lê um relatório da ONU sobre a situação lastimável de seu próprio país e se acha no direito de apenas escrever uma colunazinha num jornal corrompido que pertence á ele mesmo...  Francamente! 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Mais duas do Sarney

Sarney falando dos Estados Unidos em sua coluna "dominguada" hoje entitulada Muro de Berlin ás avessas, do jornal que pertence á ele mesmo:  "a maior nação do mundo tem a pior classe política que se pode imaginar".
Ele deve ter esquecido de acrescentar : depois do Brasil, é claro! 
E Sarney disse mais: " O Brasil teve sempre, ao longo da sua história, a capacidade política de todas as vezes em que estão em jogo os interesses do país, encontrar um terreno comum em que prevalece o interesse nacional ".
Mamma mia!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Meu sonho de consumo: um check-up geral no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo

Vergonhosa a atitude dos jovens na USP


Com tantos motivos para protestar, um bando de rapazes e moças, que têm a sorte de estudar na melhor universidade do país, vandaliza salas de aula e ocupa prédios da universidade para "exigir" o direito de fumar maconha livremente no campus, levantando a bandeira de Mao Tse Tung? Francamente! Me perdoem , eu até sou a favor de se liberar a plantação caseira para uso e consumo privado da maconha (para evitar o tráfego e que essa moçada fume coisa misturada), mas invadir uma universidade, encapuzados feito bandidos, tomarem de assalto andares inteiros, só pra reivindicar a "não repressão"? É o mesmo que cutucar uma onça com vara curta. Ô moçada, vamos para as ruas protestar contra a bandalheira no Senado, contra a corrupção. Vamos pedir que a Dilma ponha na rua todos os velhacos que corroem nossa nação... Vamos lutar pela educação e saúde públicas ... Olha, foi ridículo ! Um bando de cabeludo sem nada na cabeça. Vai ver essa maconha tá bichada. No meu tempo a onda era outra...

Mais uma vez: chocante e vergonhoso!

A fala do ministro do trabalho, Carlos Lupi, do PDT,  é uma vergonha. Onde é que nós estamos? Quem ele pensa que é para falar daquela forma diante do país inteiro? É.... Estamos mesmo muito longe de sermos um país sério. 

Tentar melhorar com "Dilma, eu te amo", ficou ainda mais ridículo. 
Avacalhou de vez com a imagem do Brasil. 
Era para a presidenta colocá-lo na rua sem nem pestanejar!
Mas... há mais mistérios entre Dilma, Lula, Sarney e essa cambada toda do que possa imaginar nossa vã filosofia...

A reação do nosso "Ministro do Trabalho" dá provas do nível dos nossos trabalhadores: sem qualificação, sem profissionalismo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Preparem-se: no Natal estaremos atrás das grades e a bandidagem toda nas ruas, ás soltas.

Por causa da incompetência do governo do Estado do Maranhão, o juiz Jamil Aguiar beneficia  com prisão domiciliar  283 presos da Penitenciária de Pedrinhas. E esse número deve aumentar daqui até o Natal. 

Preparez-vous: pendant Noël nous serons tous derrière les barreaux et les bandits tous dans les rues, libres. A cause de l'incompétence du gouvernement de l'État du Maranhão, le juge Jamil Aguiar beneficie avec prison domiciliaire 283 prisioniers de la pénitentiaire de Pedrinhas. Et ce nombre peut augmenter d'ici les fêtes.