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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sobre Anjos e Grilos ...



A poesia de Mário Quintana veio dar no Arthur Azevedo!
Excelente trabalho da Cia de Solos e Bem Acompanhados , do Rio Grande do Sul,
com um solo da atriz Déborah Finocchiaro .... que ao final disse o que precisávamos ouvir. Foi mais ou menos assim:  " não dá mais para fazer de conta que aqui não esteja acontecendo alguma coisa"  - " o grito de ontem foi maravilhoso, eu me emociono e me sinto feliz por estar em São Luis vivendo esse momento com vocês. Vivemos em um país de merda onde a corrupção está no poder e eu acredito que se a gente se unir a gente pode sim mudar essa situação". É isso. Era tudo o que eu queria dizer por hoje: faço minha as palavras da atriz.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Para não dizer que não falei das flores...


A abertura da VI Semana de Teatro do Maranhão aconteceu e, com certeza, vai ficar na história do teatro do Brasil.
Diante de convidados e companhias de todo o país, o Arthur Azevedo foi palco de uma brilhante demonstração de coragem do ator maranhense Eliakim Maia que largou o verbo em cima da fala politicohipóctrita do diretor do Teatro, o Roberto Brandão. Eliakim abriu o caminho para a maioria ali presente que, com a garganta entalada, precisava lavar a alma – já que o teatro já havia sido lavado depois que um otário jogou merda na platéia. Ali estavam muitos descontentes com a falta de incentivos ás artes no estado do Maranhão.
A turma dos Sarney (Bulcão, Nanan Souza, Brandão e companhia) lá no palco parecia temer que um saco de merda fosse lançado na direção deles. O Secretario de Cultura (!) Luiz Bulcão, que já escapou de ser linchado pelas turmas do carnaval e das festas juninas, tentou usar o que aprendeu com o velhaco do Sarney: quis torcer os fatos em proveito próprio, mas não conseguiu. O teatro vaiou com vontade.
O pessoal "de fora" aderiu á manifestação contra a politicalha de migalhas desse bando usurpador (que desde “o golpe”, e há mais de quarenta anos,  se beneficia com verbas estaduais e federais facilitando a vida de “artistas” de conivência) e se deu conta de que o Sarney não é um problema maranhense: Sarney é calamidade nacional. Aplaudiram de pé dizendo que nunca haviam visto um protesto tão veemente em nenhum outro teatro do Brasil e reforçaram o coro com vaias e urros, abismados com a cara de pau dos seis representantes oficiais.
O que era para ser uma cerimônia de abertura virou uma patética exibição de instituições e políticos querendo parecer mecenas das artes no Maranhão. Para dizer que gastaram quinhentos mil reais com a semana de teatro e tudo era de graça para o povo. Como são generosos com o dinheiro público! Para quando a “formação de platéia”? O povo precisa dar valor á arte e deve, sim, pagar, nem que seja um real, para assistir á uma peça de teatro.
Sobre a apresentação que assistimos enfim logo após, só posso dizer que gostei muito, mas não saberia dizer nem o nome da peça nem o nome da atriz: com quinhentos mil reais parece que a organização dessa VI Semana de Teatro não conseguiu ainda imprimir a programação....
Mas os Sarney vão gastar oito milhões do dinheiro do povo para a Beija-Flor, do Rio de Janeiro, falar bem do Maranhão. Esse estado de miséria. Nem dá mais para esconder... Era melhor convidar ninguém... Os caras da trupe de teatro de São Paulo,  sentados á minha frente, comentavam a sujeira, a buraqueira e a decadência das ruas da cidade de São Luis. Vergonha!
Essa semana de Teatro quase nem aconteceu! Só está acontecendo agora porque a classe artística se mobilizou e pressionou a “governadora”.
Mas eis que se ergue lá de cima das galerias o ator Eliakim Maia... Guardem bem esse nome! Jovem, ator, inconformado e talentoso, que levantou a bandeira e ousou enfrentar o poder público de frente e sozinho para defender a sua arte.
Como uma andorinha só não faz verão, quero acreditar em uma grande revoada no Maranhão. Bravo Eliakim! Nota mil! Você viu que não é preciso jogar merda, é com coragem e dignidade que a gente faz um país!
Sobre as flores, as rosas brancas sem espinhos que a direção do teatro lançou sobre a platéia na tentativa de abafar o ato de vandalismo da semana passada... Que pena... as rosas não falam...

domingo, 8 de maio de 2011

Jogaram merda no Arthur Azevedo

Jogar merda na platéia que assistia, no Teatro Arthur Azevedo, á apresentação do ator Paulo Diógenes (Raimundinha, meu nome é humor), foi um ato de extremismo sem justificativa ? "Ato político", "coisa de viado", "protesto" ??? Se o sujeito (ou sujeita) que fez isso queria manifestar sua revolta contra a falta de políticas públicas na área cultural maranhense, que jogasse essa merda na porta da Secretaria de Estado de Cultura, na porta do Palácio dos Leões, da FUNC, mas "cagar na elite" (essa que infelizmente só lota o teatro quando o espetáculo é "Global", "colegial" ou "sexual") ... foi meio radical demais. Se o espetáculo era tão ruim, vaiasse o ator.... Que a programação do teatro é uma bosta a gente já sabe, mas sujar de merda um teatro tão lindo e espantar o único público pagante da cidade é terrorismo digno de punição: que o poder público responsável pela "cultura" seja achincalhado em praça pública! Hummmm ..... mas se essa merda pega!!!...

Quelqu’un a jeté de la merde au Théâtre Arthur Azevedo

Jeter de la merde sur le public qui assistait, au Théâtre Arthur Azevedo, á la présentation de l’acteur Paulo Diógenes (Raimundinha , mon nom est humour) , était un acte d’extrémisme sans justificative ? « Acte politique », « chose de pédés », « protestation » ??? Si la personne qui a fait cela voulait manifester sa révolte contre le manque de politiques publiques dans le secteur culturel du Maranhão, fallait la jeter sa merde devant la porte du Secrétariat d’Etat de la Culture, devant le Palais des Lions, devant la Fondation Municipale de Culture, mais « caguer sur l’élite » (celle qui, malheureusement, ne remplit le théâtre que si le spectacle est « Global » (*) , « collégial » ou « sexuel » , cela a était un peu trop radical. Si le spectacle était mauvais, suffirait de siffler l’acteur… Que la programation du theatre est une merde out le monde le sait, mais salir de merde un si beau théâtre et faire fuir le seul publique payant de la ville est terrorisme digne de punition : que le pouvoir responsable par la « culture », au Maranhão, soit déshonoré en place publique. Hummm mais si cette merde colle !!!
(*) Global - les spectacles produits par la chaine de télé Globo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010