sábado, 27 de março de 2010

Tudo vai depender do que decidir o eleitor do Maranhão

Fosse qual fosse a decisão do PT de aceitar ou não a aliança com o PMDB, imposta pelo Lula, que de todas as maneiras as eleições presidenciais desse ano de 2010 ficarão marcadas para sempre na história política do Brasil. O Brasil tem essa "última" chance de mudar o seu destino. E tudo pode partir daqui, do Maranhão. O PT do Maranhão decidiu não aceitar ter que fazer essa aliança com seu maior rival político. Historicamente, aqui no Maranhão, o PT é oposição á "oligarquias". Impor uma aliança dessas é como pedir a uma mãe que beije o rosto do assassino de seu filho, ou que uma mulher violentada peça desculpa a seu agressor. Gente, "oligarquia" é anticonstitucional. Nem no dicionário tiveram liberdade de citar nomes, mas um grande exemplo de oligarquia é mesmo o da família Sarney. Leiam no Aurélio! "oligarquia: 1- governo de poucas pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família. 2- Predominância de uma facção ou de um grupo na direção dos negócios públicos". E devemos ir além, pois não podemos esquecer que no Maranhão, a bem da verdade, existem mais duas ou três sub-oligarquias e todas se revezam no poder a mais de cinquenta anos. Se o PT cedesse á pressão e aceitasse essa aliança com o PMDB o choque cairia feito rocha sobre os ânimos dos petistas que veriam seus esforços de anos de luta por igualdades e direitos esmagados pela máquina liderada por clãs de políticos incrustados e cada vez mais ricos. O Maranhão estaria novamente em cena. Em péssima imagem: com o cenário caindo aos pedaços e o publico lambuzado limpando as mãos em veludo. (entendam se quiserem). Mas a decisão da maioria nas plenárias de não aceitar essa aliança deu origem á uma onda de choque que vai dar sequência a um movimento pré-eleição sem precedentes. A situação é complicada. Se por um lado grande parte da população quer tirar a oligarquia do poder, por outro, um numero considerável de pessoas com ligações atávicas á família Sarney não gostaria de se ver sem os privilégios dessa corte. Aqui em São Luis, como no resto do Brasil, o que o eleitor espera é que a campanha seja limpa, que as pessoas candidatas tenham respeito por nós, que não se gaste horrores com propaganda (muito menos enganosa), que só se candidate gente de qualidade ética e moral, que o povo possa colocar na rua o político eleito que desonrar nossa memória. Que quem for eleito, ao estar no poder, não se sinta estar acima de todos nós e que enfim nosso país possa ter paz para curar nossos males. Espera-se também que metade dos partidos existentes no país una-se verdadeiramente em uma só sigla com um só objetivo: tirar o país da ignorância que gera tanta violência e dar ao povo brasileiro o conforto e a segurança que ele merece. Há político e politiqueiros. Uns porque acreditam poder contribuir para o bem da humanidade e outros porque já estão acostumados nessa vaga, evidentemente vitalícia, transmitida de geração em geração, com salários exorbitantes e vantagens mil. A onda de choque, se deflagrada aqui no Maranhão, pode resultar em renovação em outubro. Renovação! O Brasil está cheio de gente capaz para dar inicio á um novo tempo. E não podemos esquecer que depois do caos vem a limpeza. Quem entrar vai ter que limpar muito bem os seus pés, e as mãos, pois o povo, o eleitor, o dono do voto, vai querer arrumar a casa. Mas é preciso coragem e gente de bem. Não podemos ficar alimentando cachorro raivoso! Enquanto no Brasil nós todos, brasileiros ou não, não pudermos nascer nos mesmos hospitais e sair da escola com o mesmo nível de instrução, nós nunca vamos poder sequer pensar em igualdade social. Por isso, não vote viciado, vote consciente! Marilia de Laroche