sexta-feira, 16 de maio de 2008

Voto Livre - Prà quando a nova era ?

Neste sábado, 17 de maio de 2008, das 8 ás 18 horas, no prédio da OAB, em São Luis, será organizado mais um seminário de combate á corrupção eleitoral. O MECCEA – Movimento Estadual de Combate à Corrupção Eleitoral e Adaministrativa – acontece desde as eleições de 2000, e é formado por diversas entidades como a Caritas Brasileira, regional Maranhão, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil (seccional Maranhão, a Associação dos Magistrados do Maranhão, a Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão, a Associação dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão e a Associação Maranhense de Imprensa. Entidades, portanto, com quesitos suficientes para solicitar mudanças até na Constituição. Consta da comunicação do evento , que “o combate à corrupção eleitoral deve ser preocupação precípua e constante, não só nas urnas, mas em todo o período que antecede a votação que elegerá novos prefeitos e vereadores e reelegerá muitos dos que já ocupam cargos nos poderes executivos e legislativos municipais Brasil afora”, e que "as discussões pretendem aprofundar e esclarecer aspectos fundamentais de efetividade da Lei 9840, que proíbe a compra de votos e prevê a cassação do diploma do candidato eleito”... Primeira pergunta: qual diploma? Aquele que o candidato recebe ao ser eleito? E o diploma, a “graduação em curso de ensino superior”, que deveria ser exigido de nossos políticos? Falo de "formação politica" , de preparação para lidar com a máquina governamental. Não estou dizendo que para ser Presidente, Senador, Deputado , Prefeito ou Vereador , tem que ser "doutor". Porém vamos nivelar por cima. Nosso país sofre de "má formação", em todos os níveis. Raras são as exceções ! Segunda pergunta : mais uma disputa eleitoral terá início no próximo dia 5 de julho. Mais uma vez seremos “obrigados” a suportar, durante três meses, a propaganda eleitoral, com carros de som, das 8 às 22 horas, estourando decibéis em nossos ouvidos, nos de nossos velhos e crianças? Mais uma vez veremos “nossos candidatos” esbanjando dinheiro em panfletos e santinhos com as caras deles estampadas, em bandeirolas e comícios onde reinam vulgaridade e promessas vãs? Nesses três meses de campanha eleitoral, todo mundo sabe, a corrupção corre solta. Podemos dizer que não há fiscalização no Brasil pois ela não resiste às ameaças. Aqui se mata! Portanto, acredito - e podem me chamar de "ingênua", "utopista" - que, enquanto no Brasil nosso voto for uma “obrigação”, maior até que o nosso “direito” de votar, discutir “corrupção eleitoral” vai me soar meio como falta de coragem...laxismo. Quer dizer que entra ano e sai ano de eleição, continuaremos a “combater” a corrupção? Ela tem que acabar já. O voto obrigatório é mais um engôdo institucional que sequestra nossa liberdade , emperra nossa vida cidadã. Temos que parar de dizer que o povo ainda não está preparado, de insistir no fato de que o voto livre vai tirar o povo das urnas. Vai sim, no começo - aqueles que precisam deixar suas casas às três da manhã para votar a quilômetros, vão, talvez, desistir na primeira eleição. Com o tempo, e com as promessas eleitorais cumpridas, o povo volta e toma consciência de que o candidato que ele escolher não pode ser um ladrão, nem um esperto, tem que ser homens e mulheres preparados, que trabalhem pelo bem-estar e pelo futuro da população! Nós, cidadãos, não deveríamos ter que “justificar” nosso voto, ou nossa ausência nas urnas! Quem deve “justificação” é o Estado, são as pessoas eleitas como nossos representantes, quem fiscaliza e quem dá as ordens. Perder tempo – e dinheiro – "combatendo" um mal que já poderia ter sido arrancado pela raiz, é ainda um paliativo,  é continuar tapando nosso sol com peneira. Precisamos que ir direto ao assunto nos debates. Lutar para que nosso voto seja nosso direito mais que supremo. Temos que dar responsabilidade, "voto de confiança" ao povo brasileiro. Voto livre e consciente ninguém pode comprar ! A não ser, é claro, que o povo continue na miséria , sem saúde e educação, vendendo a alma à indignidade , à corruptos , à cachaça e à corrupção. mdl/maio2008 O evento é aberto ao publico mas somente representantes e lideranças populares podem tomar parte nas decisões. Se não, qualquer um pode se inscrever como ouvinte - Nùmeros de vagas limitadas.